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sábado, 15 de agosto de 2026

JUDAS

 Judas não se tornou falso no momento do beijo. O beijo apenas revelou o que já estava sendo alimentado dentro dele havia tempo. Ele andou com Jesus, ouviu a Palavra diretamente da boca de Jesus, viu milagres, participou da missão, sentou à mesa e ainda assim conseguiu esconder interesses que não combinavam com a posição que ocupava. E talvez seja exatamente aqui que essa história fica ainda mais séria para nós: Judas não conhecia o final da história dele, mas nós conhecemos. Nós sabemos onde a falsidade, a ganância, a duplicidade e a traição podem levar alguém e, mesmo assim, ainda existe gente repetindo comportamentos que condena quando lê a Bíblia. Gente que abraça enquanto fere, chama de irmão enquanto compete, senta à mesa enquanto fala pelas costas, demonstra lealdade enquanto é conveniente e muda quando seus interesses são contrariados. O problema não é apenas existir um Judas perto de nós. O confronto maior é perguntar se existe alguma coisa de Judas sendo alimentada dentro de nós. Porque é muito fácil identificar o traidor da história e muito mais difícil permitir que Deus revele onde nosso próprio coração deixou de ser inteiro. Judas esteve perto de Jesus, mas proximidade não significa transformação. É possível conhecer a Palavra e resistir ao que ela tenta corrigir. É possível ocupar um lugar espiritual e continuar escondendo áreas que nunca foram verdadeiramente entregues. Por isso, o pior não é apenas conhecer o final de Judas. O pior é conhecer o final e ainda escolher viver do mesmo jeito. “Um de vocês me trairá.” Mateus 26:21


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