Tem uma inveja que ninguém confessa porque ela não parece inveja.
Ela aparece quando você olha para alguém prosperando e, por dentro, pergunta:
“Deus, por que com ele está dando certo e comigo não?”
Asafe teve coragem de colocar isso diante de Deus. No Salmo 73, ele admite que seus pés quase se desviaram quando começou a olhar para a prosperidade dos ímpios.
E talvez o perigo esteja justamente aí: ele começou a medir a fidelidade de Deus pela vida dos outros.
A comparação faz isso com a gente.
Você estava agradecido pela sua casa… até ver a casa de alguém.
Gostava do seu trabalho… até descobrir quanto o outro ganha.
Estava feliz com seu ministério… até perceber que alguém cresceu mais rápido.
Agradecia pelo que tinha… até começar a acompanhar quem aparentemente tem mais.
E, de repente, aquilo que ontem era bênção hoje parece pouco.
Nem todo incômodo com a prosperidade alheia significa inveja. Mas quando a conquista do outro começa a roubar sua gratidão, vale a pena olhar para dentro.
Porque a vitrine de alguém nunca deveria ser a régua para medir a bondade de Deus na sua vida.
Asafe precisou mudar o lugar de onde estava olhando para compreender que prosperidade aparente não conta a história inteira.
Então, antes de perguntar:
“Por que ele tem e eu não?”
talvez seja hora de perguntar:
“Por que aquilo que Deus já me deu deixou de ser suficiente depois que eu comecei a olhar para o que Ele deu ao outro?”
Essa pergunta não é para você mandar para alguém.
É para você responder em silêncio.
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