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domingo, 16 de agosto de 2026

TEM

 Tem uma inveja que ninguém confessa porque ela não parece inveja.


Ela aparece quando você olha para alguém prosperando e, por dentro, pergunta:


“Deus, por que com ele está dando certo e comigo não?”


Asafe teve coragem de colocar isso diante de Deus. No Salmo 73, ele admite que seus pés quase se desviaram quando começou a olhar para a prosperidade dos ímpios.


E talvez o perigo esteja justamente aí: ele começou a medir a fidelidade de Deus pela vida dos outros.


A comparação faz isso com a gente.


Você estava agradecido pela sua casa… até ver a casa de alguém.


Gostava do seu trabalho… até descobrir quanto o outro ganha.


Estava feliz com seu ministério… até perceber que alguém cresceu mais rápido.


Agradecia pelo que tinha… até começar a acompanhar quem aparentemente tem mais.


E, de repente, aquilo que ontem era bênção hoje parece pouco.


Nem todo incômodo com a prosperidade alheia significa inveja. Mas quando a conquista do outro começa a roubar sua gratidão, vale a pena olhar para dentro.


Porque a vitrine de alguém nunca deveria ser a régua para medir a bondade de Deus na sua vida.


Asafe precisou mudar o lugar de onde estava olhando para compreender que prosperidade aparente não conta a história inteira.


Então, antes de perguntar:


“Por que ele tem e eu não?”


talvez seja hora de perguntar:


“Por que aquilo que Deus já me deu deixou de ser suficiente depois que eu comecei a olhar para o que Ele deu ao outro?”


Essa pergunta não é para você mandar para alguém.


É para você responder em silêncio.



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