Não estou atacando pessoas, denominações ou manifestações pentecostais. Estou falando de princípios bíblicos. A própria Escritura ensina que, no culto, tudo deve contribuir para a edificação: “Faça-se tudo para edificação” (1Co 14:26).
O problema nunca foi a intensidade da voz. O problema começa quando o barulho ocupa o lugar da mensagem, quando a emoção substitui o entendimento e quando as pessoas saem lembrando mais da performance do que da Palavra.
Paulo também afirma: “Não pregamos a nós mesmos, mas a Jesus Cristo como Senhor” (2Co 4:5). Ou seja: o centro da ministração não é o pregador, sua história, sua capacidade de emocionar ou sua presença de palco. O centro é Cristo.
E é triste precisar dizer isso, mas também existe quem use a própria dor, uma condição física, uma doença, uma história difícil ou uma comoção exagerada para tocar emocionalmente as pessoas e, no final, conduzi-las ao dinheiro. Isso precisa ser discernido com muita seriedade. Pedro advertiu contra quem, por ganância, exploraria pessoas com palavras fabricadas (2Pe 2:3).
Sobre profecias, a Bíblia também é equilibrada: “Não desprezem as profecias; examinem todas as coisas e retenham o que é bom” (1Ts 5:20-21).
Discernir não é incredulidade. Examinar não é rebeldia. E questionar práticas não significa atacar pessoas.
Eu não preciso passar pano para ninguém. Meu temor deve ser de Deus, não de homens (Gl 1:10).
No fim, a pergunta é simples: a igreja saiu impressionada com o homem ou alimentada pela Palavra e mais perto de Cristo?
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