Precisamos aprender a escolher melhor quem colocamos perto de nós. Muitas vezes admiramos quem fala bem, quem faz muito, quem tem talento e quem parece indispensável. Mas a Bíblia mostra que alguém pode estar muito perto de coisas extraordinárias e ainda assim não ter um caráter que sustente aquilo que carrega.
Geazi estava ao lado de Eliseu. Viu milagres, presenciou o sobrenatural e caminhou perto de um grande profeta. Mas quando surgiu uma oportunidade escondida, apareceu o que realmente governava seu coração. Depois que Naamã foi curado, Geazi correu atrás dele, mentiu, recebeu presentes escondido e voltou como se nada tivesse acontecido. O problema não era falta de acesso ao poder de Deus. Era estar perto de um homem de caráter sem permitir que o próprio caráter fosse tratado. 2 Reis 5.
Baruque era diferente. Ele não aparece fazendo grandes milagres. Era escriba de Jeremias. Parece pouco, até entendermos o peso disso. Em Jeremias 36, ele escreve tudo o que Jeremias dita. O rei manda buscar o rolo, corta e queima o conteúdo. Depois, Deus manda escrever tudo de novo. E Baruque volta para o trabalho.
Um tinha proximidade com o extraordinário, mas falhou no secreto. O outro quase não tinha destaque, mas podia receber uma responsabilidade e permanecer fiel.
Nem sempre a pessoa mais talentosa é a mais confiável. Nem sempre quem fala melhor é quem vive melhor. Nem sempre quem entrega mais é quem deveria caminhar mais perto de você.
Dom pode impressionar em público. Caráter aparece quando existe oportunidade para mentir, esconder, tirar vantagem, abandonar ou trair.
Precisamos parar de perguntar apenas: O que essa pessoa sabe fazer?” e começar a observar: “Quem essa pessoa é quando fazer o certo custa alguma coisa?
Habilidade pode abrir uma porta. Dom pode colocar alguém em evidência. Mas, quando chega a hora de confiar algo precioso nas mãos de alguém, caráter pesa mais.
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