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domingo, 16 de agosto de 2026

PRESENTE

No lugar das dúvidas tenho colocado a fé. E é com a fé que eu sigo em frente, enfrentando os desafios e celebrando as conquistas. A dúvida pode se tornar um véu quando fecha o olhar para a presença de Deus. Não a dúvida honesta, aquela que pergunta com humildade e busca sentido, mas a dúvida que endurece, que desconfia de toda luz, que transforma o coração em lugar de distância. Deus não está longe de nós. Muitas vezes, somos nós que não conseguimos percebê-lo porque esperamos uma manifestação extraordinária, enquanto Ele se oferece no simples. Está no silêncio que consola, na beleza que atravessa a tarde, na força que aparece em meio ao cansaço, na ternura de uma presença, no perdão recebido, na paz que chega sem explicação. Quando o véu da dúvida se torna mais fino, a vida inteira começa a revelar sinais. Não significa que todas as perguntas desaparecem. A fé madura também convive com mistérios. Mas há uma confiança que permite ver Deus mesmo sem compreender tudo. A oração convida a essa contemplação serena. A alma se recolhe e percebe que o sagrado não está restrito a alguns lugares ou momentos. Deus respira em toda parte onde há vida, amor, verdade e esperança. Ele está no caminho de quem sofre, no cuidado de quem serve, na lágrima que pede consolo, na alegria que agradece. A distância entre nós e Deus muitas vezes é feita de ruídos internos, medos antigos e resistências que nos impedem de reconhecer o que já nos envolve. Por isso, cada gesto de confiança rasga um pouco esse tecido escuro e devolve transparência ao olhar. Quando a confiança cresce, o mundo não fica mágico, mas fica mais habitado. A presença divina deixa de ser ideia distante e se torna companhia. E então a alma entende que não precisa procurar Deus apenas além das coisas. Pode encontrá-lo também dentro delas, sustentando tudo com uma fidelidade silenciosa e imensa. 

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