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sexta-feira, 14 de agosto de 2026

ESCOLHAS

 Há escolhas na vida que parecem fáceis no calor do momento, mas cobram juros altíssimos no silêncio dos anos. É triste quando alguém troca a verdade de um amor leal, que caminha junto na alegria e na escassez, pelas palavras fáceis de quem só sabe estender a mão para receber, mas desaparece quando é preciso cuidar.

Quem se deixa cegar pelo brilho passageiro do ouro e pela bajulação interesseira, muitas vezes afasta quem daria o próprio fôlego para vê-lo em pé. Os filhos que hoje aplaudem as decisões por conveniência e olho no patrimônio não estarão lá para segurar a mão trêmula na velhice, nem para enxugar o suor da febre ou aquecer a alma nos dias frios da viuvez e da enfermidade. O dinheiro compra o luxo, mas jamais compra a dedicação de um coração genuíno.


A Palavra de Deus nos adverte sobre onde depositamos nossa confiança e a quem ouvimos: "Não amem o mundo nem o que nele há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele". 


O ganancioso perturba a sua própria casa, e quem se cerca de bajuladores por interesse logo descobre que a mesa farta esconde um vazio cruel.

Vai chegar o dia em que o espelho da vida mostrará o reflexo do tempo implacável. Quando a juventude passar, quando a força do corpo minguar e a solidão pesar nos ombros cansados, o silêncio da casa trará as respostas que hoje se recusa a ouvir. Nesse dia, quando faltar o copo de água, o cuidado sincero e o olhar de quem realmente se importava, a memória não falhará. Ele vai olhar para o vazio ao seu redor e, com a dor amarga do arrependimento, a ficha vai cair: ele perdeu o único porto seguro que a vida lhe deu, tudo por escolher aplaudir quem nunca soube o que é amar de verdade.


"Melhor é a comida onde há amor do que um boi cevado e com ele o ódio."

(Provérbios 15:17)

PODER

 Nabucodonosor tinha poder, riqueza, autoridade e uma Babilônia que impressionava o mundo. O problema começou quando ele olhou para tudo aquilo e deixou de reconhecer de onde vinha sua grandeza: “Não é esta a grande Babilônia que eu edifiquei… com o meu grandioso poder?” O orgulho fez um rei tão grande acreditar que era a fonte daquilo que possuía. E talvez esse seja um dos sinais mais perigosos do orgulho: ele não precisa fazer você dizer que é melhor que todo mundo. Basta fazer você esquecer que não chegou sozinho, que não controla tudo e que continua dependendo de Deus. Nabucodonosor precisou perder aquilo que sustentava sua sensação de grandeza. O homem que governava multidões chegou ao ponto de não conseguir governar nem a si mesmo. Daniel 4 mostra uma queda assustadora, mas não termina nela.


Depois daquele período, Nabucodonosor diz algo poderoso: “Eu, Nabucodonosor, levantei os olhos ao céu, e tornou-me a vir o entendimento.” Antes ele olhava para Babilônia e dizia: “eu construí”. Agora olha para o céu e reconhece quem realmente governa. E então sua razão, sua honra e seu reino são restaurados. Isso me confronta porque mostra que ser quebrado pelo próprio orgulho não precisa ser o fim de ninguém. Existe restauração para quem reconhece, se rende e muda. Talvez algumas perdas não tenham vindo para acabar com você, mas tenham revelado aquilo que o sucesso estava escondendo dentro de você. Nabucodonosor recuperou o reino, mas antes precisou perder a ilusão de que era dono de tudo. O orgulho olha para baixo e contempla o que conquistou. A humildade olha para cima e reconhece de onde veio. 

Daniel 4:28-37

PROVA

 Deus vê as necessidades de amanhã e, consequentemente, cria o treinamento de hoje.


Ele fez isso com Agnes. Quando jovem, ela estava em chamas por sua fé. Ela deixou sua casa, sua família e seu país e tornou-se missionária. Ela deu tudo a Deus, e Deus lhe deu uma prova: a solidão. Ela sentiu como se Deus a tivesse abandonado. Durante cinquenta anos, ela lutou contra uma dor secreta. Só mais tarde na vida ela passou a ver o seu sofrimento como uma forma de compreender os famintos, os nus, os sem-abrigo, os aleijados, os cegos, os leprosos – todas as pessoas que se sentem indesejadas. Foi só então que Agnes – Madre Teresa – viu seu teste como parte de seu chamado.


Sua prova também faz parte do seu chamado.

FALAR

 QUANDO O POVO TEM MEDO DE FALAR, O PODER JÁ NÃO PRECISA MANDAR CALAR A BOCA


A censura mais eficiente não é aquela que proíbe palavras.


É aquela que faz as pessoas pensarem duas vezes antes de dizer o que acreditam.


Porque quando o medo entra na conversa, o silêncio faz o resto.


E quando um povo aprende a se calar por medo das consequências, já não é necessário alguém mandar calar a boca.


O próprio medo passa a fazer o trabalho da censura.


SILÊNCIO.


Se você é um discípulo de Jesus Cristo, você tem voz.


Não deixe que o sistema religioso que se intitula igreja, nem qualquer liderança, costure a sua boca com ameaças de disciplina, perda de privilégios, cargos ou reconhecimento dentro de uma instituição religiosa.


É melhor perder privilégios com os homens do que perder a coragem de permanecer fiel a Deus.


A Bíblia declara:


“Mais importa obedecer a Deus do que aos homens.”

— Atos 5:29


Pedro e João estavam diante da autoridade e poderiam ter escolhido o silêncio para preservar sua posição. Mas responderam:


“Não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos.”

— Atos 4:20


Essa é a diferença entre uma fé controlada pelo medo e uma fé governada pela convicção.


João Batista foi uma dessas vozes.


A Bíblia não diz que João era a voz de uma instituição.


Diz:


“Eu sou a voz do que clama no deserto.”

— João 1:23


João não negociou a verdade para preservar privilégios.


Ele não adaptou sua mensagem para agradar autoridades.


Ele não trocou sua consciência por aprovação.


Perdeu privilégios do sistema, perdeu a própria vida, mas não perdeu a fidelidade àquilo que Deus havia colocado em sua boca.


E aqui está uma verdade que precisa ser lembrada:


O silêncio pode proteger um cargo, mas não necessariamente protege uma consciência.


Jesus disse:


“Portanto, não os temais; pois nada há encoberto que não venha a ser revelado.”

— Mateus 10:26


Mas atenção: ter voz não significa falar de qualquer maneira.


A Bíblia também diz:


“Todo homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar.”

— Tiago 1:19


O discípulo de Cristo não fala por rebeldia.


Fala por convicção.


Não fala para destruir pessoas.


Fala para defender a verdade.


Não fala para aparecer.


Fala porque não consegue negar aquilo que Deus estabeleceu em sua consciência através da Sua Palavra.


Paulo escreveu:


“Porque persuado eu agora a homens ou a Deus? ... Se agradasse ainda aos homens, não seria servo de Cristo.”

— Gálatas 1:10


Por isso, cuidado quando o medo começa a determinar aquilo que você pode ou não pode dizer.


Quando alguém precisa ameaçar você com perda de cargo, privilégio ou posição para impedir que você fale, talvez o problema já não seja a sua voz.


Talvez seja aquilo que a sua voz está revelando.


Existe um tempo de falar e um tempo de ficar calado.

— Eclesiastes 3:7


Mas quando chegar o tempo de falar, não permita que o medo fale mais alto que a sua fé.


Porque uma igreja que perde a coragem de falar a verdade pode continuar cheia de pessoas, reuniões e estruturas — mas terá perdido uma das marcas dos discípulos de Cristo:


A coragem de testemunhar.


João Batista foi uma voz.


Pedro foi uma voz.


Paulo foi uma voz.


E a pergunta para nós hoje é:


QUANDO O POVO TEM MEDO DE FALAR, QUEM PRECISA MAIS MANDAR CALAR A BOCA?


Ninguém.


Porque o medo já fez isso.


DESPERTA!


É melhor perder um privilégio humano do que negociar princípios diante de Deus.


É melhor perder uma posição do que perder a coragem.


É melhor ser rejeitado pelos homens por permanecer fiel à Palavra do que ser aplaudido pelos homens enquanto a consciência é silenciada.


Não seja uma voz de rebeldia.

Seja uma voz de verdade.


Não fale por ódio.


Fale com amor.


Não fale por vingança.


Fale com sabedoria.


Não fale para ferir.


Fale para edificar.


Mas quando Deus colocar a verdade diante de você e chegar a hora de testemunhar, lembre-se das palavras de Paulo:


“Ai de mim se não anunciar o evangelho!”

— 1 Coríntios 9:16


O poder pode tentar mandar calar.

A religião pode tentar intimidar.

Os homens podem ameaçar retirar privilégios.


Mas o discípulo de Jesus precisa continuar entendendo:


FORTE

 Talvez uma das coisas mais fortes sobre os filhos de Corá seja perceber que eles carregavam um nome ligado a uma história terrível, mas não permitiram que aquela história determinasse o que fariam com a própria vida. Corá se levantou contra Moisés, alimentou uma rebelião e terminou de forma trágica. Mas existe uma frase quase escondida em Números 26:11 que muda tudo: “Mas os filhos de Corá não morreram.” E muito tempo depois, o nome daquela família aparece novamente, só que agora ligado à adoração. Da descendência de Corá vieram homens relacionados a Salmos que atravessaram gerações: “Como o cervo anseia pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus.” Salmo 42:1.


Isso me confronta porque há pessoas vivendo como se fossem obrigadas a continuar aquilo que receberam. “Na minha família sempre foi assim.” Sempre houve abandono, brigas, orgulho, vícios, relacionamentos destruídos, gente que começa e não termina, gente que não perdoa, gente que passa feridas para a próxima geração. Mas os filhos de Corá nos mostram que herança não é sentença. Você pode reconhecer de onde veio sem continuar indo para o mesmo lugar. Pode carregar o mesmo sobrenome e construir uma história completamente diferente. Corá deixou uma rebelião. Seus descendentes deixaram Salmos. Talvez você não possa mudar o que escreveram antes de você, mas pode decidir o que aqueles que vierem depois encontrarão escrito a partir da sua vida. O erro de uma geração não precisa definir a próxima.

LAGRIMA

 Nem toda lágrima é sinal de derrota. Às vezes, ela é a prova de que você ainda escolheu confiar em Deus, mesmo quando não encontra forças para ficar de pé.


Há lágrimas que ninguém vê. Lágrimas derramadas no quarto, no carro, durante uma madrugada silenciosa ou em uma oração feita apenas com suspiros. E sabe o que há de extraordinário nisso?


Deus nunca desprezou um coração quebrantado.


O mundo diz que chorar é fraqueza. Deus diz que quem se humilha diante d’Ele encontra graça, consolo e restauração. As lágrimas derramadas em oração não demonstram falta de fé; muitas vezes, são a mais profunda expressão dela.


Talvez você esteja cansado, decepcionado ou enfrentando uma batalha que ninguém conhece. Não esconda suas lágrimas de Deus. Entregue a Ele cada dor, porque o mesmo Deus que recolhe as suas lágrimas também escreve uma nova história para aqueles que perseveram.


Quem chora aos pés de Cristo se levanta fortalecido pela presença d’Ele.


“Os que com lágrimas semeiam, com júbilo ceifarão.”

Salmos 126:5


🙏 Se você acredita que Deus ouve até as orações feitas entre lágrimas, escreva nos comentários: “O Senhor recolhe as minhas lágrimas.” Compartilhe esta mensagem e fortaleça a fé de alguém que precisa de esperança hoje.

GUERRA

 O problema não é a carne tentar aparecer em quem tem o Espírito Santo, porque Gálatas 5 diz que existe uma guerra entre carne e Espírito. O problema é quando você para de guerrear e começa a justificar. Chama ira de “gênio forte”, inveja de “discernimento”, ciúme de “cuidado”, fofoca de “preocupação”, divisão de “posicionamento” e falta de domínio próprio de “meu jeito”. E aqui está o confronto: alguém pode orar, jejuar, pregar, profetizar, falar em línguas e ainda proteger áreas que nunca permitiu que o Espírito Santo governasse. Paulo coloca entre as obras da carne inimizades, ciúmes, iras, discórdias, divisões e invejas. Então não adianta condenar o pecado visível dos outros enquanto alimentamos escondido aquilo que a mesma Bíblia chama de carne. Não adianta pedir fogo no altar e usar a língua para incendiar pessoas. Não adianta dizer que é perseguição quando por onde você passa ficam conflitos e rompimentos. Às vezes não é o mal atacando. É a carne sendo confrontada.

O Espírito Santo não veio apenas para fazer você sentir algo no culto. Ele veio para governar sua vida. E o governo dEle aparece quando você baixa o orgulho, controla a língua, celebra quem recebeu aquilo que você queria, abre mão da vingança e aceita ser corrigido. Dom pode impressionar pessoas, mas fruto revela governo. Quem tem o Espírito pode errar, cair e lutar contra a carne todos os dias. O que não dá é fazer paz com aquilo que Deus mandou crucificar e ainda chamar isso de vida no Espírito. Se você precisa maquiar, justificar e dar nome espiritual às obras da carne para não precisar mudar, talvez não esteja faltando mais unção. Talvez esteja faltando rendição. “Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito.” Gálatas 5:25

CERTO

Vimos que o cristão é chamado a fazer o que é certo perante Deus e perante os que estão ao seu redor, seja na área moral, financeira, familiar, relacional, profissional ou na adoração ao Senhor. Vimos também que é chamado a fazer o que é certo na medida certa, pois até uma boa ação pode causar dano quando feita sem discernimento, equilíbrio e sabedoria.

Hoje, chamo a sua atenção para outro aspecto de crucial importância: fazer o que é certo com a motivação certa. Podemos fazer a coisa certa, na aparência certa, mas com o coração errado. Podemos ajudar, ensinar, corrigir, servir e até defender a verdade buscando, secretamente, reconhecimento, controle, aplauso, proeminência, superioridade ou aprovação humana.

Paulo nos ensina: “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus.” (1Co 10:31). Esta expressão, “tudo”, alcança todas as áreas da vida. O que fazemos, falamos, decidimos, planejamos, damos, recebemos e suportamos deve ter como alvo maior a glória de Deus.

Para isso, precisamos sondar nossas motivações reais, secretas e profundas. E precisamos, de certa forma, nos desglorificar, retirando o nosso ego do centro e colocando-o aos pés de Cristo. A vida não deve girar em torno da nossa imagem, nome, influência, conquistas ou necessidade de sermos percebidos. A motivação certa nasce quando o nosso coração deseja agradar ao Senhor acima de tudo.

Jesus também nos advertiu: “Guardai-vos de exercer a vossa justiça diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles; doutra sorte, não tereis galardão junto de vosso Pai celeste.” (Mt 6:1). Ele falava de pessoas que praticavam atos de justiça diante dos outros, talvez ajudando, socorrendo, ensinando e demonstrando piedade, mas cuja motivação era serem vistas, aplaudidas e celebradas. 

Que a nossa motivação não seja o ego, que deseja aparecer. Que não seja o ganho pessoal em detrimento de outros. Que não seja a manipulação, a vaidade, a inveja ou qualquer impulso impuro do coração. Antes, que nossa motivação seja honrar a Cristo.

Portanto, faça o que é certo, na medida certa e com a motivação certa. Viva, sirva, fale, ouça, corrija, aprenda, ajude e persevere para a glória de Deus.

MOMENTOS

 Existem momentos em que a alma se cansa de tentar encontrar respostas para tudo.


A mente procura explicações, tenta prever o que virá, revisita o que aconteceu e cria cenários para aquilo que ainda nem chegou. E, no meio de tantos pensamentos, Deus faz um convite simples:


“Clama a mim.”


📖 “Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas que não sabes.”

— Jeremias 33:3


Clamar é reconhecer que existem coisas que não conseguimos resolver apenas com a nossa própria compreensão.


Na perspectiva terapêutica, nem sempre teremos controle sobre as circunstâncias. Mas podemos aprender a lidar com a ansiedade de não saber, respeitar nossos limites e não carregar hoje o peso de respostas que ainda não chegaram.


Na perspectiva bíblica, existe algo ainda mais profundo: o que você não sabe, Deus sabe. O que você não consegue enxergar, Ele já vê.


Por isso, oração também é lugar de descanso.


Talvez Deus não revele tudo de uma vez. Talvez algumas respostas venham como direção, outras como processo e outras simplesmente como paz para continuar.


Você não precisa saber tudo para dar o próximo passo.

Precisa saber em Quem está confiando. 


Salve esta palavra para os dias em que a mente quiser respostas que somente o tempo e Deus poderão revelar.



FILHO

 Filho(a), você que está vivendo um processo em que tudo parece contradizer aquilo que Deus prometeu, não conclua a história pelo que está acontecendo agora. Há momentos em que Deus permite que você atravesse circunstâncias que parecem dizer exatamente o contrário daquilo que Ele falou. A porta se fecha, os recursos diminuem, pessoas se afastam, a espera se prolonga e, por alguns instantes, parece que a promessa ficou distante. 

Mas Deus está lhe vendo.

Continue crendo. Continue orando.

O processo pode ser doloroso, mas a promessa continua de pé. 


Deus colocou você aqui para eu orar por você. Calma... vai passar. 

.


VIDA


Poder para testemunhar | Não deixe morrer aquilo que Deus já fez


O testemunho não muda o que Deus fez. Ele impede que eu esqueça.


Jesus disse aos discípulos:

Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas... ( Atos 1:8📖💡❤️)


É interessante que Jesus não separa o poder da missão. O Espírito Santo não viria apenas para produzir experiências profundas, mas para capacitar pessoas comuns a testemunharem sobre Cristo.


E talvez tenhamos reduzido testemunho a contar para alguém aquilo que Deus fez por nós.Mas testemunhar também é manter viva a memória da fidelidade de Deus.


Porque existem dias em que eu preciso contar para alguém o que Deus fez. E existem dias em que preciso contar para mim mesma.


Eu mesma já precisei voltar para histórias que Deus escreveu comigo, porque aquilo que eu estava vivendo naquele momento fazia parecer que Ele nunca tinha feito nada antes. Precisei me lembrar de quem Deus foi em outras estações para não deixar que o que eu estava vivendo naquele dia definisse aquilo que eu acreditava sobre Ele.


Preciso lembrar que aquela porta que hoje parece fechada já foi aberta por Ele. Que aquela oração que eu achei que ninguém ouviu já recebeu resposta. Que houve dias em que eu não sabia como continuaria e, ainda assim, continuei.


Porque a circunstância muda. A nossa percepção muda. A memória enfraquece.Mas aquilo que Deus fez continua sendo verdade.


Por isso, testemunhar também é uma forma de resistência.


Quando o medo diz: Deus não vai fazer de novo, eu me lembro do que Ele já fez.

Quando a espera diz: Ele se esqueceu de você” eu me lembro de quantas vezes Ele me sustentou.

Quando a minha própria fraqueza diz: Você não vai conseguir, eu me lembro de quem me trouxe até aqui.


Isso não é romantizar a vida nem transformar testemunho em fórmula para conseguir um novo milagre.


É simplesmente reconhecer que a fidelidade de Deus não deixa de ser verdadeira porque hoje eu estou atravessando um dia difícil.


E existe algo ainda mais bonito: o testemunho não termina em nós.


O que Deus fez na minha vida pode fortalecer alguém que ainda está esperando. Minha história pode lembrar outra pessoa de que ela não está sozinha. Minha cicatriz pode se tornar evidência de que é possível atravessar aquilo que hoje parece impossível.


Por isso, o Espírito Santo nos dá poder para testemunhar.


Não para que sejamos o centro da história.

Para que Cristo seja conhecido através dela.


Talvez hoje você precise parar e lembrar.Não apenas do que Deus ainda pode fazer.Mas do que Ele já fez.

E contar essa história outra vez.


Para alguém.

Para você mesma.

Para a próxima geração.


Porque aquilo que Deus fez não precisa morrer na nossa memória.

Testemunhe. Lembre. Conte.


O Espírito Santo não nos capacita apenas para viver experiências com Deus.

Ele nos capacita para que a nossa vida se torne testemunho de quem Ele é.


🔥🙌❤️

REDIMIDOS


“São mais desejáveis do que o ouro, mais do que muito ouro depurado” (Sl 19.10).

 É curiosa a forma como Davi se refere aos juízos de Deus. Notemos que, de uma forma geral, o salmista claramente faz referência à Lei em todas as suas nuanças, quais sejam: lei, testemunho, preceito, mandamento, temor e juízos. Que fique claro que, objetivamente, refere-se à Lei também utilizando o último termo listado: “juízos”. No verso anterior “juízos” indica, na verdade, “sentenças”, “vereditos”. Dessa forma, a Lei representa para nós em certo sentido a nossa própria condenação. Todos nós, diante da Lei, estamos condenados! Todo descendente de Adão, por causa da queda, já nasce condenado, sentenciado à condenação eterna.

Esse é o status de todo homem caído, todo ser humano natural. O próprio Cristo, certa vez, afirmou: “Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus” (Jo 3.18). Reparemos nessa afirmação: “já está julgado”. Se o pecador não crê em Cristo para sua justificação e redenção, ele já está julgado! Na verdade, a negativa à salvação implica dupla condenação: a) a da Lei; b) a opção pelo pecado reafirmada na rejeição ao próprio oferecimento da salvação. É como alguém que não apenas comete um crime, mas desdenha e zomba da possibilidade de não ser condenado.

De qualquer forma, nosso ponto é a condição geral de todo homem, conforme afirma nosso Senhor: já está condenado! Referindo-se a esse papel da Lei, seria, no mínimo, curioso ver Davi chamá-la de “desejável”. Entendamos que essa palavra no hebraico admite outros sentidos. O termo aqui traduzido como “desejável” tem uma gama de sentidos, tais como: “belos, grandiosos, deleitáveis, desejáveis, prazerosos, preciosos”. Possivelmente, os tradutores de nossa magnífica versão Revista e Atualiza, 2ª edição, optaram pelo sentido “desejáveis” devido à parte “b” do verso, que fala de algo doce como o mel e o destilar dos favos. Mas, reparem que, à luz da própria afirmação na qual o termo ocorre, que compara os “juízos” ao “ouro”, a ideia de “valiosos” ou “preciosos” seria mais apropriada. Há aqui, sim, uma distinção de valor! Os mandamentos de Deus estão colocados diante das maiores riquezas do mundo, afirmados como muito mais preciosos do que a soma de todas elas. Assim, são mais preciosos, mais do que o ouro depurado.

Davi destila sabedoria do Santo Espírito de Deus, construindo habilmente sua comparação. Ele utiliza dois termos para destacar o valor daquilo ao que a Lei é comparada. Quando diz: “são mais preciosos do que o ouro”, utiliza um termo hebraico mais geral ou genérico, por assim dizer, que pode indicar, até mesmo, a riqueza de forma geral. No entanto, ao continuar sua argumentação, fez uso de outro termo, que se aplica diretamente ao ouro refinado. Dessa forma, sua comparação e plenificada! É como se usasse um superlativo para destacar a preciosidade daquilo que indica. Dessa forma, temos a seguinte intensificação: os juízos do Senhor não muito mais valiosos do que as maiores riquezas dos homens, mais do que o ouro refinado. E diz exatamente isso: “mais preciosos!” Fortalece o sentido fazendo uso de um advérbio de intensidade. Com isso, é como se colocasse os juízos do Senhor em um outro nível de valor e importância. É como se dissesse que nada se compara em valor e importância aos juízos revelados por Deus.

Aí está o valor supremo das Escrituras, não apenas da Lei, mas de toda revelação escrita. No entanto, em que podemos reconhecer de valor naquilo que nos condena? Que tipo de prazer ou satisfação há diante daquilo que nos sentencia? Percebemos, então, o valor supremo da Lei, de certa forma, de toda Palavra de Deus! Diante da pura e cristalina vontade revelada de Deus, percebemos o que somos! Todo condenado está humilhado, sem direto de fazer o que quer, sem liberdade para realizar sua própria vontade.

Nesse sentido, as ideias de “escravidão” e de “prisão” se aproximam bastante. Ambos comungam o significado de privação de liberdade e do impedimento do exercício da vontade. De novo: o que pode haver de bom nisso? Especificamente na condenação, na escravidão, nada há de positivo, prazeroso ou valioso. No entanto, o valor e importância estão na revelação disto à nossa alma. A importância dos juízos do Senhor para o pecador está em exatamente fazer cair as máscaras, concedendo-nos a capacidade de nos enxergar como realmente somos, o que verdadeiramente somos: perdidos, pecadores, incapazes de fazer algo por si mesmos, algo que, de alguma forma, nos ajude a sair dessa situação.

Assim, a Lei mostra e sempre nos lembrará da necessidade de Cristo. Colocando isso de outra forma, temos que ter muito cuidado para não exagerar os efeitos da graça. Na história da igreja, mesmo ligado ao protestantismo, houve entendimentos errados sobre o resultado da graça na vida dos crentes, como se o salvo não fosse mais tido como “pecador” após a conversão. É como se disséssemos que o crente não mais peca após sua conversão, pois a graça de Cristo anula completamente o pecado.

Vejam o quanto esse entendimento é errado: uma coisa é dizer que todos os nossos pecados são perdoados na cruz de Cristo. Outra, que não são mais considerados pecados porque a graça de Cristo está em nossa vida. Os defensores desse erro afirmam a possibilidade de uma santidade plena, não porque não mais pecamos, mas porque, em função da graça, não somos mais considerados assim, como se a graça nos tirasse da condição de pecadores. Somos pecadores, mas redimidos! Tenha um abençoado dia na presença de Jesus 

CUIDADO

 Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.” — 1 Pedro 5:7


Há momentos em que o ser humano carrega preocupações como se tudo dependesse exclusivamente dele. Pedro lembra que Deus não deseja que o ser humano caminhe esmagado pelo peso da ansiedade. Lançar sobre Ele significa entregar ao Senhor aquilo que inquieta o coração: os medos, problemas, incertezas e aquilo que está além da capacidade de resolver. Não é ignorar as dificuldades, mas confiar que Ele continua cuidando, mesmo quando não se consegue enxergar a solução. A razão dessa entrega está no final do versículo: “porque Ele tem cuidado de vós.” A confiança no Senhor não está na ausência de problemas, mas na presença e no cuidado de Deus. Portanto, entregue a Deus todas as preocupações e angústias sem restrição. Faça o que estiver ao seu alcance e confie a Ele aquilo que ultrapassa suas forças, pois o que te preocupa não é maior do que Aquele que cuida de você. Confia Nele e o mais Ele fará.