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sexta-feira, 18 de setembro de 2026

PEDRA

 Talvez você não tenha desistido porque deixou de acreditar em Deus. Talvez tenha desistido porque doeu acreditar por tanto tempo e não ver nada acontecer.


Marta também olhou para uma situação que, humanamente, já tinha terminado. Lázaro estava no túmulo havia quatro dias. E suas palavras carregavam dor: “Senhor, se tu estivesses aqui…” (João 11:21).


Mas Jesus não desprezou suas lágrimas. Ele chorou. E depois disse: “Tirai a pedra.” (João 11:39).


Isso me confronta.


Porque algumas pedras não estão apenas sobre túmulos. Estão sobre lugares dentro de nós que fechamos para não sofrer novamente.


Mas cuidado: nem tudo que está ferido está morto.


E também precisamos de maturidade para entender que João 11 não promete que Deus ressuscitará todo relacionamento, todo projeto ou toda situação exatamente como desejamos. A mensagem aponta para quem Cristo é e para o poder dele diante daquilo que, aos nossos olhos, parece definitivo.


Talvez hoje sua oração não precise ser: “Deus, faça voltar.”


Talvez seja:


“Jesus, mostra-me o que precisa ser restaurado, o que precisa ser curado e o que eu preciso finalmente entregar.”


Agora me responda: qual “pedra” você precisa colocar novamente diante de Jesus?



SABEDORIA


“A sabedoria pode transformar qualquer pessoa num poderoso guerreiro, e o conhecimento revelador aumenta a força.” (Provérbios 24:5 TPT)


A força física e a resistência ajudam-nos em muitas situações da vida, mas a força espiritual tem muito mais valor. Não devemos negligenciar o treino dos nossos corações, mentes e espíritos na disciplina do reino de Deus. Romanos 12:2 instrui-nos a "ser transformados interiormente pelo Espírito Santo através de uma reforma total da forma de pensar.” Isto, acrescenta Paulo, "vai capacitar-vos a discernir a vontade de Deus enquanto viveis uma vida bela."


Isto também é ecoado em 1 Timóteo 4:8, que diz: "O treino atlético só te beneficia durante uma curta temporada, mas a justiça traz benefício duradouro em tudo." Quando somos transformados pela sabedoria interior do Espírito Santo, a sua força de graça torna-se nossa, e as suas percepções alargam as nossas perspetivas e compreensão. A sabedoria pode transformar qualquer pessoa num poderoso guerreiro. Porque não você?


Espírito Santo, obrigado pela Tua presença que habita em mim. Rendo-me à Tua sabedoria e peço a Tua revelação-perspectiva para iluminar a minha compreensão e libertar-me nas áreas onde me senti preso. Dá-me coragem enquanto olho para Ti.


TER

 Tem família que acredita que ter o mesmo sangue dá passe livre para invadir a sua vida. Não dá.


Você pode amar alguém e, ainda assim, perceber que a convivência com essa pessoa está adoecendo a relação.


Na psicanálise, podemos compreender que muitos vínculos familiares são atravessados por culpa, expectativas, repetições e papéis que carregamos desde muito cedo. Por isso, quando alguém começa a estabelecer limites, pode surgir aquela sensação incômoda: “Estou sendo uma pessoa ruim?”


Nem sempre.


Às vezes, você apenas deixou de ocupar o lugar que esperavam de você.


E é exatamente aí que algumas relações começam a incomodar. Enquanto você aceitava tudo, chamavam de união. Quando começou a dizer “não”, passaram a chamar de ingratidão.


Limite não é vingança. Distância não precisa ser ódio. E perdão não significa devolver acesso irrestrito à sua vida.


Você pode respeitar, não guardar rancor e até desejar o bem — sem continuar permitindo crítica constante, invasão, fofoca e desrespeito.


Talvez amadurecer também seja entender isto: amar alguém não significa permitir que essa pessoa ultrapasse você.

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

OLHAR

 Ser otimista não é apenas acreditar que tudo dará certo…

É aprender a olhar para o que deu errado sem transformar um fracasso em uma sentença sobre quem somos!

Há pessoas que dizem: “Eu não consegui porque não sou capaz.”

E há outras que conseguem dizer: “Dessa vez não deu certo. O que posso fazer diferente na próxima?”

Entre uma frase e outra existe um mundo…

Porque aquilo que acreditamos sobre nossos erros pode nos aprisionar ou nos devolver movimento!

Quando enxergamos o fracasso como algo definitivo, fechamos portas antes mesmo de tentar novamente.

Quando o percebemos como parte de um caminho ou como um desafio, ainda existe espaço para aprender, mudar e recomeçar…

Ser otimista não é fechar os olhos para o que aconteceu, mas compreender que um acontecimento não precisa definir para sempre quem somos ou quem podemos nos tornar!



JESUS

 “Então, replicou: Pai, eu te imploro que o mandes à minha casa paterna, porque tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de não virem também para este lugar de tormento. Respondeu Abraão: Eles têm Moisés e os Profetas; ouçam-nos.”

Lucas 16:27-29

Talvez, você já conheça esta história. Um homem, que era rico, morre e se vê no inferno, levando consigo memórias da sua vida na terra. Por isso, ele se lembra dos seus cinco irmãos que ainda estavam vivos.


No inferno, vivendo atormentado, ele entra em desespero ao pensar que, da mesma forma que não deu atenção a Deus e ao que dizia a Sua Palavra enquanto estava em vida, seus irmãos podiam ir pelo mesmo caminho. Então, ele se desespera e pede que Abraão vá avisá-los, mas isso não era mais possível.


Com certeza, nenhum de nós, conhecendo o Senhor Jesus e crendo na vida eterna, gostaria de ver um familiar seu perecer. Mas a pergunta é: o que temos feito para que isso não aconteça?


Mesmo que uma pessoa da nossa família tenha o coração muito duro e pareça não querer nada com Deus, não podemos desistir dela. Nosso papel, enquanto cristãos, é orar por todos eles e, mais do que isso, ser Jesus na nossa casa para que eles vejam a luz dEle em nós.


Em muitos momentos, eles não nos ouvirão, mas nosso comportamento sábio e amoroso no dia a dia, em linha com a Palavra de Deus, chamará a atenção deles e o Espírito Santo poderá trabalhar.


Tenha compaixão e lute por sua família! Busque ser uma pessoa melhor cada dia para ser bênção para eles e para outros. Você pode! Deus em você é a transformação!


Tenha em mente que existe uma vida eterna e seja um instrumento de Deus para que sua família possa viver para sempre com o Pai! Se Deus levantou você, aceite a missão!

SAUDADES

 Tem saudade que não diminui com o tempo. A gente apenas aprende a carregá-la de outro jeito.


O luto não é esquecer quem partiu. É descobrir como continuar vivendo quando alguém que fazia parte da nossa história já não pode mais caminhar ao nosso lado.


Há ausências que ainda doem anos depois. Uma música, um cheiro, uma data, uma lembrança… e por alguns segundos parece que tudo aconteceu ontem.


Mas quem foi amado de verdade não desaparece completamente. Continua nas histórias que contamos, nos ensinamentos que ficaram e em partes de nós que aquela pessoa ajudou a construir.


E você: de quem sentiu saudade ao ler isso?


Se quiser, escreva apenas o primeiro nome nos comentários. Quero ler vocês.


DEUS


“Decorridos três anos, então, subi a Jerusalém para avistar-me com Cefas e permaneci com ele quinze dias” (Gl 1.18).

 Geralmente pensamos a soberania de Deus relativa a atos específicos. Assim, diante da enfermidade: Deus é soberano. Se é alguma questão profissional, de onde vem o sustento que tanto necessitamos: Deus é soberano. Se há alguma crise familiar, um divórcio, um filho que se entrega completamente à iniquidade: Deus é soberano. Tratando-se de alguma situação difícil na igreja, um sério desentendimento com um irmão, ou, até um falso irmão: Deus é soberano. Colocando isso de outra forma, geralmente pensamos a soberania de Deus em termos muito mais particulares, pessoais, individuais. No entanto, o que precisamos entender é que a soberania de Deus se manifesta no todo, não simplesmente no particular. Quando enfatizamos o “todo” não queremos dizer que o Senhor não atenta às causas particulares, mas sim que todas as partes são organizadas dentro de um todo. Precisamos resgatar essa consciência integral, o entendimento de que não há aleatoriedade nas obras de Deus.

 Creio que todos nós já tivemos a sensação de que algo estava fora do lugar. Especialmente o sofrimento nos causa essa sensação. Algo repentino que nos abate parece ser uma coisa “solta”, algo que não estava em nossos planos, que não previmos. Na verdade, determinada demanda que se deu sem que estivesse em nosso suposto controle. Realmente, coisas repentinamente boas também geram sensação parecida. Nós não esperávamos aquela bênção, mas ela nos surpreendeu como algo igualmente não planejado, às vezes, até mesmo não buscado. Costumeiramente dizemos que são coisas que “caíram em nosso colo”. Todavia, o senso de desnorteamento é como que encoberto em favor da grande alegria que se sente por ter recebido algo que nos trouxe enorme satisfação.

No caso dos acontecimentos tristes, o desnorteamento é acentuado como algo que intensifica ainda mais o sofrimento. Há grande satisfação e confiança para o crente quando entende sua vida como um todo. Ele tem a plena certeza que os acontecimentos, não importa se felizes ou tristes, fazem parte de um único propósito de Deus para sua vida. Não há coisas soltas, não há nada aleatório. Tudo faz pleno sentido e se encaixa perante os olhos do Senhor, mesmo que nós, muitas vezes, não entendamos.

É exatamente isso que contemplamos aqui neste verso, quanto à vida do apóstolo Paulo. O que acorria com ele não era aleatório. A partir do verso 18, o apóstolo inicia uma narrativa que tem como objetivo contar seu encontro com os apóstolos de Jerusalém. Lembremos sempre, e isso não pode sair de nossa vista, que ele está se defendendo das acusações levantadas conta ele, de que seu apostolado, seu chamado, e sua mensagem, o evangelho que pregava, eram falsos. Quem os acusava eram os judaizantes, que pretendiam uma espécie de regressão, ou seja, fazer com que o cristianismo aceito pelas igrejas da Galácia voltasse ao judaísmo. Certamente, o retrocesso é da verdade cristã, uma vez que os gálatas jamais foram judeus, no caso, prosélitos. Os judaizantes pregavam que os gálatas deveriam ter um judaísmo com roupagem cristã. Assim, Paulo demonstrará claramente como foi bem recebido por Pedro, bem como, que pode ouvir dele sua experiência com Cristo.

No capítulo dois falará de nova ida a Jerusalém. Em nosso verso temos, portanto, o início desse contato com os apóstolos de Jerusalém, ocasião que se deu logo após sua fuga de Damasco devido ao plano de alguns que pretendiam tirar-lhe a vida. Isso está narrado no Livro de Atos 9.23ss, logo depois de sua conversão. Temos uma referência, no mínimo, curiosa, que atesta exatamente o que estamos dizendo sobre uma cisão ampla e geral do propósito de Deus, ou seja, que cada situação particular de nossa vida se encaixa dentro de um único propósito do Senhor para nós. Diz a Escritura: “Decorridos três anos, então, subi à Jerusalém para avistar-me com Cefas”. O que devemos nos perguntar é: por que três anos? Será que o apóstolo ficou esperando olhando para um “calendário”, completarem-se três anos para que pudesse ir a Jerusalém? Certamente que não! Mas por que esse tempo?

Temos então uma preciosa informação sobre a obra de Deus na vida do apóstolo Paulo. Os chamados originalmente para o apostolado, aqueles que ficaram conhecidos como os “doze”, passaram três anos com Cristo, vivendo com ele, caminhando justos, dormindo nos mesmos lugares. Foi o melhor, incomparável e mais intenso seminário que alguém poderia ter. Quando o apóstolo Paulo diz que ficou três anos após a sua conversão, antes de ir avistar-se com os seus congêneres de Jerusalém, é isso que está nos dizendo. Por três anos esteve em intensa comunhão com Cristo, preparando-se pessoalmente para o ministério para o qual o próprio Jesus o havia comissionado. Provavelmente o Jesus glorificado não se manifestou fisicamente a Paulo durante esses três anos, repetindo a experiência do caminho de Damasco, mas de forma prolongada. O que parece mais plausível é que seu encontro com Cristo, tão dramático que foi, foi como que desdobrado, compreendido, nesse sentido “aperfeiçoado”, durante aqueles três anos. Tratou-se de ocasião de maturação para Paulo.

É provável que, como alguém chamado para ser apóstolo e necessitando de experiências compensatórias que lhe suprissem os três anos que não esteve com Cristo como os doze, tenha recebido muitas experiências sobrenaturais. Precisando da direção do Senhor para todas as coisas, aparições de anjos eram relativamente comuns, bem como, visões e sonhos (p. ex. At 16.9). O objetivo era guiar os apóstolos nas mais difíceis decisões. O número três está associado à ideia do fim de um percurso e o início do novo, de algo que se completa e inaugura, até mesmo, a um limite estabelecido por Deus.

Vemos nas orações que esse é o limite para as súplicas. Elias suplicou a Deus a cura do filho da mulher que o acolhia, estendendo-se três vezes sobre ele. Moisés retrucou seu chamado para regressar ao Egito e libertar o povo por três vezes. Jeremias, em seu livro, intercede pelo povo três vezes. Jesus, no Getsêmani, na noite em que foi traído, orou três vezes ao Pai. De igual forma, Jonas ficou por três dias no ventre do grande peixe, figuradamente voltando dos mortos, quando é vomitado nas praias de Nínive. Jesus ressuscitou ao terceiro dia. Paulo ficou três dias cego, com escamas nos olhos, até receber a visita de Ananias. Assim, também, os apóstolos ficaram três anos com Cristo, bem como, Paulo.

Certamente, há alguma ligação da subida de Paulo a Jerusalém após três anos e a subida de Jesus dos mortos ao terceiro dia: o final de algo e o início do novo. Esse sentido também se aplica aos três anos dos apóstolos com Cristo e ao próprio ministério de Jesus, especialmente visível em sua declaração: “Está consumado”. Deus tem planos de realização em nossa vida e se incumbe ele mesmo de concretizá-los. Esperemos em sua santa e soberana vontade. Tenha um abençoado dia na presença de Jesus 

JOSÉ

 José foi lançado em uma cisterna pelos próprios irmãos. Foi vendido como escravo, acusado injustamente e esquecido na prisão. Aos olhos humanos, sua história parecia ter chegado ao fim. Mas Deus estava escrevendo um capítulo que ninguém conseguia enxergar.


O mesmo Deus que transformou a prisão em palácio, a humilhação em honra e a dor em propósito continua governando todas as coisas. Quando Deus decide agir, nenhuma porta fechada pode impedir Seus planos. Nenhuma crise é grande demais. Nenhuma noite é longa demais.


Talvez hoje você esteja vivendo um tempo de espera, enfrentando batalhas que parecem impossíveis e carregando perguntas sem respostas. Lembre-se: Deus não perdeu o controle da sua história. O que parece atraso pode ser preparação. O que parece derrota pode ser o caminho para uma vitória maior.


A providência de Deus trabalha em silêncio, mas nunca falha. Aquele que exaltou José no tempo certo também pode mudar completamente o rumo da sua vida segundo Sua perfeita vontade.


“Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem.” (Gênesis 50:20)


Confie. Ore. Persevere. O Deus que abriu o Mar Vermelho, derrubou as muralhas de Jericó e levantou José do cárcere continua operando milagres hoje.



MULTIPLICAÇÃO



Certa vez, Jesus foi seguido por mais de cinco mil pessoas. Ao cair da tarde, os discípulos sugeriram que a multidão fosse embora para comprar comida, mas Jesus não concordou (Mt 14.13). 


Diante de qualquer problema, talvez haja ideias e alternativas, mas as soluções humanas podem ser insuficientes ou até prejudiciais.


Então, o Mestre perguntou a Filipe: "Onde compraremos pão, para estes comerem"? (João 6:5). 


O discípulo respondeu: "Duzentos denários de pão não lhes bastarão, para que cada um deles tome um pedaço". 


A resposta foi perfeita, sob o ponto de vista humano. Ele estava certo, como nós, muitas vezes, estamos, mas podemos ir muito além disso, com a graça de Deus. 


Quem está certo pode se julgar independente, mas todos precisam de Jesus. Muitas pessoas, quando têm razão, tornam-se arrogantes e orgulhosas, mas estar certo não basta. Ainda assim, precisamos manter a humildade e a capacidade de ouvir e aprender. 


O denário, mencionado por Filipe, era o valor pago por um dia de trabalho do campo. O trabalho traz o dinheiro que possibilita tantas coisas, mas devemos pensar além desses fatores naturais, além da nossa força e dos nossos próprios recursos. 


Jesus não disse que Filipe estava errado. Sua resposta era coerente com a matemática e a lógica, mas não estava de acordo com a fé. 

Assim são as nossas avaliações e respostas diante das grandes indagações humanas ou perante problemas de todo tipo. 


Logo, outro discípulo se manifestou. André, numa atitude proativa e louvável, procurou saber se alguém havia levado algum lanche. Então, descobriu um rapaz que possuía cinco pães e dois peixes. Porém, sua conclusão também foi desanimadora: "Que é isto para tanta gente"? (João 6:9). 


Suas palavras se baseavam na correta avaliação da realidade, mas lhe faltava a fé e uma perspectiva espiritual dos fatos. 


A boa notícia era que Jesus estava presente. Ele sempre tem o controle da situação. Não é suficiente apelar para Filipe, André, Pedro, Tiago, João ou qualquer santo, guia ou suposta divindade. Todos precisam de Jesus. 


Então, ele pediu que os pães e peixes lhe fossem entregues. O rapaz entregou prontamente, ainda que aquele ato pudesse parecer uma perda. Nós também devemos entregar o que o Mestre nos pede. A renúncia valerá a pena. 


Jesus poderia ter feito chover pães e peixes do céu, mas deu àquele moço a oportunidade de participar e contribuir para o milagre. Da mesma forma, devemos fazer o que estiver ao nosso alcance, mas sempre crendo que Deus fará o impossível. 


Jesus orou e devolveu os pães e peixes. O que entregamos a ele, será abençoado e multiplicado. Ainda que tenhamos tão pouco, Jesus pode fazer muito mais, se colocarmos em suas mãos. 


Quando terminou a oração, havia ali ainda cinco pães e dois peixes, mas, sendo distribuídos, foram multiplicados. 


O que os padeiros e pescadores não podem fazer, o Carpinteiro faz.

 

Coloquemos diante dele, em oração, nossos problemas e necessidades, sejam físicas, emocionais ou espirituais.Todavia, Jesus deixou bem claro que aquele povo precisava, não só dos pães naturais, mas do pão vivo que desceu do céu, que era ele mesmo (João 6.32-35). 

PERIGO

 O maior perigo do ser humano não é cometer um pecado e sentir tristeza por isso. O maior perigo é chegar ao ponto de não sentir mais nada.


A consciência endurecida é um dos juízos mais silenciosos descritos nas Escrituras. O pecado raramente começa destruindo uma vida de uma só vez. Ele começa convencendo a pessoa de que “não é tão grave assim”. O que antes gerava lágrimas passa a gerar justificativas. O que antes causava vergonha passa a parecer normal.


Foi assim desde o Éden. Adão e Eva não apenas pecaram; eles procuraram argumentos para explicar o próprio pecado. Saul desobedeceu e culpou o povo. Judas traiu Cristo e preferiu o desespero ao arrependimento. O coração humano sempre tenta justificar aquilo que Deus chama de pecado.


A graça de Deus não existe para que continuemos vivendo da mesma maneira. Ela nos conduz ao arrependimento, transforma nossa mente e nos leva a abandonar aquilo que ofende o Senhor.


Talvez o Espírito Santo ainda esteja incomodando você em alguma área da sua vida. Não ignore essa voz. Enquanto Deus corrige, ainda há esperança. O verdadeiro perigo começa quando o pecado deixa de incomodar e passa a ser defendido.


“Quem encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia.” — Provérbios 28:13


Pergunta: Existe algum pecado que você percebeu que as pessoas hoje têm aprendido a justificar como se fosse normal?

ESPERANÇA

 Onde você tem depositado a sua esperança? 


Porque às vezes a gente diz que confia em Deus, mas o coração está pendurado em pessoas, em respostas, em dinheiro, em portas abertas, em promessas humanas e em situações que podem mudar de uma hora para outra. E quando aquilo balança, a alma desaba junto. Jeremias 17:7 diz: “Bendito o homem que confia no Senhor, e cuja esperança é o Senhor.” Percebe que não é só confiar em Deus para receber algo. É fazer do próprio Deus a nossa esperança. Deus pode usar pessoas, pode abrir caminhos, pode enviar socorro, pode mudar cenários, mas nada disso pode ocupar o lugar dEle dentro de nós. Porque quando a esperança está no lugar errado, qualquer demora vira desespero, qualquer perda vira fim, qualquer silêncio vira abandono. Mas quando a esperança está no Senhor, mesmo sem entender tudo, a gente continua de pé. Pode faltar resposta, pode faltar apoio, pode faltar caminho visível, mas não falta Deus. E se Deus ainda está sustentando a sua vida, então a sua história ainda não acabou. Volte a colocar sua esperança no lugar certo.



MUDAR

 Toda vez que Deus começa a mudar uma pessoa de nível, as lutas e as guerras parecem aumentar. Não porque Deus perdeu o controle, mas porque existe um preparo acontecendo no secreto. Antes de José governar, ele enfrentou a cova, a injustiça e o esquecimento. Antes de Davi assumir o trono, ele enfrentou perseguição, rejeição e guerra. Antes de Neemias ver os muros reconstruídos, ele precisou lidar com afrontas, oposição e ameaças. E até Jesus, antes de iniciar seu ministério publicamente, foi levado ao deserto e enfrentou dias de tentação. Isso mostra que nem toda guerra é sinal de derrota. Às vezes é o caminho do amadurecimento. Tem nível que exige mais fé, mais renúncia, mais firmeza e mais dependência de Deus. Por isso, quando as lutas aumentarem, não conclua que Deus te abandonou. Pode ser que Ele esteja fortalecendo você para sustentar aquilo que Ele mesmo vai entregar nas suas mãos. A guerra pode ser grande, mas o Deus que prepara, sustenta e levanta continua no controle.


Depois de terem sofrido por um pouco de tempo, o Deus de toda graça, que os chamou para a sua glória eterna em Cristo, Ele mesmo os aperfeiçoará, firmará, fortificará e fundamentará.”

1 Pedro 5:10

HOMEM

 Jesus disse: Ora, havia um homem rico, e vestia-se de púrpura e de linho finíssimo, e vivia todos os dias regalada e esplendidamente. Havia também um certo mendigo, chamado Lázaro, que jazia cheio de chagas à porta daquele; E desejava alimentar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico; e os próprios cães vinham lamber-lhe as chagas. E aconteceu que o mendigo morreu, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico, e foi sepultado. E no inferno, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão, e Lázaro no seu seio. E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro, que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. Disse, porém, Abraão: Filho,lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro somente males; e agora este é consolado e tu atormentado. E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá passar para cá. E disse ele: Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai, Pois tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham também para este lugar de tormento. Disse-lhe Abraão: Têm Moisés e os profetas; ouçam-nos.E disse ele: Não, pai Abraão; mas, se algum dentre os mortos fosse ter com eles, arrepender-se-iam. Porém, Abraão lhe disse: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que algum dos mortos ressuscite. (Lucas 16.19)