A claridade é sempre bem-vinda, pois carrega consigo ânimo e energia... Vivamos intensamente este novo amanhecer... Feliz dia! “Precisamos aprender a nos doar mais e a nos doer menos.” A tarefa de escutar as pessoas é significativa, mas muito exigente. A grande maioria não tem com quem falar ou desabafar. Andamos sempre correndo, com pouco tempo e com muitas solicitações. Os amigos são os mais flexíveis, pois escutam sempre. Apesar de todos os avanços na questão da comunicação, ainda temos dificuldade de localizar ouvidos confiáveis. Algumas pessoas, com facilidade, contam para os outros aquelas confidencias sérias e sigilosas que ouviu. Quando alguém nos solicita que guardemos segredo, não podemos simplesmente sair por aí e comentar o que nos foi confidenciado. Vejo como urgente recuperar a confiança e manter sob sete chaves aqueles segredos que podem, às vezes, destruir uma vida ou uma família. Escutar é uma forma de se doar ao outro: doação da atenção, do tempo e do respeito. Acontece que as coisas estão um pouco atrapalhadas, pois andamos doando menos e nos doendo mais. Cresce o número de pessoas que se doem por coisa de nada. Basta um olhar ou meia palavra que algumas pessoas ficam extremamente doídas. Precisamos ampliar e aperfeiçoar o nosso humor, não nos incomodando por qualquer coisa. Não é difícil ser leve e levar mais na espontaneidade aquilo que se sucede no cotidiano. Em algumas famílias, as pessoas se doem por nada e acabam se distanciando. É bem complicado quando há desencontros entre pais e filhos e entre irmãos. Precisamos nos doar mais para ampliar os relacionamentos e tornar a vida mais repleta de simplicidade e de significado. Se soubermos nos doar mais, certamente iremos nos doer menos. A tarefa é individual e também comunitária: doer-se menos para não colecionar amarguras. Muitas vezes, temos que seguir em frente e desconsiderar aquilo que nos fez sofrer. O esforço em doer-se menos pode nos ajudar a viver uma doação maior. Temos um propósito e não podemos falhar. Viver é muito bom.
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