Total de visualizações de página

domingo, 9 de junho de 2024

DIGNO



Disse o centurião a Jesus: “Por isso, nem me considerei digno de ir ao teu encontro. Mas dize uma palavra, e o meu servo será curado” (Lc 7.7).


Nos tempos do ministério de Jesus, a maior parte do mundo conhecido vivia sob o domínio de Roma. A Terra Prometida estava ocupada por tropas romanas. Um centurião – papel relevante na hierarquia militar romana – era destaque nas tropas de ocupação, representante de Roma e encarregado de traduzir a política de dominar com mão de ferro nas terras ocupadas. Portanto, o militar citado na leitura de hoje tinha uma situação respeitável e até temível. Embora considerado superior em relação aos povos dominados, convivia muito bem com os judeus, a ponto de lhes construir um lugar de culto. Além disso, esse centurião já sabia e reconhecia que Jesus era alguém com grande autoridade divina, já que buscava uma cura milagrosa de um de seus servos. Então mandou dizer ao Senhor o que parafraseio a seguir: “Sei que não é apropriado para um judeu entrar na casa de alguém como eu, um não judeu. Não quero lhe causar constrangimento, mas compreendo o que é autoridade, já que estou acostumado ser obedecido sem demora. Reconheço que o Senhor tem autoridade divina, então, por favor, apenas dê a ordem e sei que meu servo será curado.” Hoje em dia falamos dos milagres que Jesus operou, quem ele era (e é) e o poder e a autoridade que possuía – tudo nos parece normal. Porém, naqueles dias, o Senhor era constantemente desafiado por líderes religiosos que o consideravam um embusteiro. Jesus chamou essa manifestação do centurião de fé, aliás, muito além daquela que encontrava em sua própria nação. Veja que, mesmo diante de tantos grandes sinais e maravilhas que Jesus operou, muitos não creram. Sinais e maravilhas não são determinantes da fé. Milagres realizados diante de olhos que decidiram não crer são inúteis. E você: crê que Jesus é o próprio Deus que se fez homem e deu sua vida para resgatar você?



Nenhum comentário:

Postar um comentário