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sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

FERIDA

 A pérola nasce exatamente onde a ferida aconteceu. O ataque chega para machucar, mas Deus transforma o ponto do impacto no ponto da formação. A ostra não revida, não expulsa, não devolve a dor; ela reveste. Ela decide trabalhar o que feriu até que o que entrou como corte se torne testemunho. E é por isso que Jesus disse: “O Reino dos céus é semelhante a um homem que buscava boas pérolas; e encontrando uma pérola de grande valor, vendeu tudo o que tinha e a comprou.” (Mateus 13:45–46). O céu reconhece valor no que foi formado com profundidade. O Reino entende o preço de um processo que ninguém viu. A pérola cresce no silêncio. Nenhuma etapa é exposta, nada é visível antes da hora. No profundo, no escondido, no lugar onde só Deus alcança, Ele cobre a ferida com camadas de cura. Quando finalmente está pronta, ela carrega a beleza da transformação e não o rastro do golpe. E a Bíblia revela que até a eternidade carrega esse princípio: “As doze portas eram doze pérolas; cada uma das portas era feita de uma só pérola.” (Apocalipse 21:21). Deus escolheu pérolas como portas para mostrar que a entrada da glória é construída a partir de feridas transformadas. O que um dia cortou tornou-se passagem; o que machucou virou porta; o que atingiu virou glória. A pérola não é lembrança da dor, é lembrança do que Deus fez com a dor. E é por isso que ela vale tanto: não pelo golpe que recebeu, mas pelo processo que suportou. A pérola nos ensina que quem reveste, vence; quem entrega, rompe; quem passa pelo processo, resplandece. Porque nada do que tentou te ferir tem força para anular o que Deus está formando dentro de você.

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