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terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

VOCÊ

 Sei que você já experimentou dores que pareciam injustas demais. Eu já. Aqueles momentos em que o chão se abre, que os planos se despedaçam e o coração não entende o porquê. Você deve lembrar disso, não é?


A gente clama, questiona, tenta encontrar sentido... e o céu prefere permanecer em silêncio. E só mais tarde, quando a poeira baixa e o coração amadurece, é que percebemos: Deus nunca perdeu o controle. Ele apenas estava nos conduzindo, com mãos firmes e invisíveis, ao lugar que o conforto jamais nos levaria.


A verdade é que algumas feridas são pontes. Algumas perdas, livramentos. Algumas humilhações, empurrões para o propósito. Aquilo que parecia nos destruir, na verdade, estava nos lapidando, tirando o que era excesso, orgulho, autossuficiência, até que restasse apenas o essencial: a dependência dEle. Ouvi esses ensinos nos últimos dias e pensei no quão era importante compartilhar.


Então, se tudo o que aconteceu te aproximou de Deus, não foi castigo... foi graça disfarçada. Foi amor em forma de dor.

Vi uma mensagem que dizia: “O tempo de Deus é para mim, não para Deus”. Pensei nisso alguns minutos e, é verdade.

Quem precisa de tempo pra enxergar o propósito e se posicionar somos nós, não Deus. Ele tá pronto pra executar, nós que demoramos a entender.


Porque, no fim, não existe injustiça quando o resultado é o encontro com o propósito. Tudo o que te fez se ajoelhar foi, na verdade, o que te ensinou a permanecer de pé.

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