Sendo este entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o matastes... (At 2.23a).
A morte de Cristo foi o maior crime da história. Ele foi morto por um motivo torpe, a inveja. As testemunhas que o acusaram eram falsas. Seu julgamento foi um gritante erro jurídico. Judas o entregou aos sacerdotes por ganância e depois confessou ter traído sangue inocente. Os sacerdotes prenderam Jesus por inveja. Pilatos o condenou por covardia, porque, como juiz que o sentenciou à morte, estava convencido de sua inocência. O maior crime da história, entretanto, não foi um acidente, mas fazia parte da agenda de Deus. Jesus foi entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus. Esse auspicioso fato, porém, não isentou seus executores de responsabilidade, pois o apóstolo Pedro afirmou: ... vós o matastes, crucificando-o por mãos de iníquos (v. 23b). Esta foi a faceta sombria da morte de Cristo. Há outra gloriosa: a morte de Cristo foi a maior expressão de amor. Jesus não foi para a cruz porque Judas o traiu, nem porque os judeus o entregaram, nem mesmo porque Pilatos o sentenciou. Jesus foi para a cruz porque o Pai o entregou por amor. Ele foi para a cruz porque se deu, voluntariamente, como sacrifício pelo nosso pecado. Ao mesmo tempo, a morte de Cristo foi o maior crime da história e também o maior gesto de amor do mundo; a maior expressão de maldade dos homens e a maior expressão da bondade de Deus. ❤️✝️
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