“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” (Jo 14:27).
É curioso que, de forma geral, a igreja não compreende que a experiência genuína com o Senhor significa uma vida de paz. Dizendo isso de outra forma, o que Jesus veio trazer para este mundo foi exatamente a paz. O objetivo de sua obra é estritamente este. Tudo o que ele fez é descrito em termos de paz.
Devemos conceituar o que as Escrituras entendem como paz. Erroneamente o crente comumente a entende nos mesmos termos que o mundo, como ausência de problemas, ao menos, daqueles que são intensos o suficiente para causar preocupações. Todavia, a paz trazida por Jesus é interior e se manifesta na alma, não no mundo. Dizendo isso de outra maneira, implica dizer que aquele que vive a paz de Deus enfatiza a realidade espiritual muito acima da existência física e material.
A paz, do ponto de vista escriturístico, significa uma vida consistente, preenchida, sólida o suficiente para enfrentar todas as dificuldades, problemas e provações tão comuns à esta terra. A saudação do judeu se expressava exatamente nisso, uma espécie de voto que rogava a paz de Deus sobre os homens. O termo hebraico shalom tem como sentido básico o que é completo, cheio. Dessa forma, essa saudação, que também foi usada por nosso Senhor, convertia-se em oração e expectativa de que o Senhor abençoasse todas as áreas da vida daqueles a quem se saudava, habitando e preenchendo o coração.
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