A SÉTIMA COISA QUE DEUS ABOMINA
Provérbios 6:16–19
A sétima coisa que Deus abomina não é escandalosa, nem barulhenta. Ela é silenciosa, estratégica e interna. Não se manifesta em quedas públicas, mas em atitudes contínuas. Não grita. Divide. É o que semeia contendas entre irmãos.
Não é um erro momentâneo, é uma postura espiritual. Semeadura pressupõe intenção. Quem divide não tropeça, planta. E Deus leva isso a sério porque Ele não governa indivíduos isolados, Ele forma um corpo. O que fere a comunhão fere o próprio Reino.
A lista não termina no pecado mais chocante, mas no mais destrutivo. Porque divisão corrói por dentro o que Deus constrói por fora. Há quem chame contenda de zelo e ruptura de discernimento, mas Deus não negocia nomes.
O que Ele chama de abominação não pode ser espiritualizado.
Palavras sutis, comentários calculados e alianças silenciosas constroem trincheiras invisíveis. A contenda quase nunca começa grande, mas cresce porque é cultivada. É possível orar, pregar e liderar, e ainda assim estar desalinhado com o Espírito se a sua presença fragmenta o que Deus está unindo.
Nem toda discordância é pecado, mas toda semeadura de divisão é juízo. Deus trata falhas, corrige erros e restaura feridas, mas rejeita aquilo que rasga a comunhão.
O confronto de Deus não é para destruir, é para curar.
Onde houve divisão, ainda há espaço para arrependimento.
Onde houve ruptura, ainda há chance de restauração.
Mas não existe unidade sem verdade, nem cura sem quebrantamento.
Examine suas palavras.
Reveja suas intenções.
Porque a sétima coisa que Deus abomina não destrói apenas pessoas desfigura o corpo de Cristo.
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