Total de visualizações de página

sábado, 24 de janeiro de 2026

GERAÇÃO

 Jeremias 6 não descreve uma geração sem Deus,

mas uma geração cheia de Deus no discurso e vazia dEle no centro.
O templo funcionava.
O culto continuava.
A liderança falava.
Mas o coração da nação já havia se deslocado.
O juízo não nasce da ausência de revelação,
nasce da recusa consciente em obedecer ao que já foi revelado.
Por isso Deus não começa corrigindo práticas.
Ele começa interrompendo o movimento.
“Ponde-vos nos caminhos…”
Antes de avançar, pare.
Antes de decidir, encare a rota.
Uma geração que nunca para,
não percebe quando já se afastou do eixo.
Depois Deus diz: vede.
Nem todo crescimento é progresso.
Nem toda expansão forma caráter.
Há caminhos que dão palco,
mas roubam descanso da alma.
Então o Senhor ordena: perguntai pelas veredas antigas.
Isso não é nostalgia espiritual.
É maturidade teológica.
É reconhecer que aquilo que resistiu ao tempo
carrega estrutura para sustentar o futuro.
Quem rejeita raízes em nome da novidade
produz uma fé frágil, rasa e facilmente moldável.
Por fim, Deus diz: andai por ele.
Aqui muitos param.
Conhecer o caminho não transforma.
Discernir o caminho não sustenta.
Só andar nele gera descanso.
E a promessa não é sucesso,
é algo mais raro:
descanso para a alma.
Descanso não é ausência de problemas.
É viver alinhado.É caminhar no ritmo de Deus,
não na ansiedade da época.
A tragédia daquela geração não foi não saber.
Foi responder:
“não andaremos.”
O maior juízo não é falta de direção.
É rejeitar o caminho sabendo que ele é bom.
Uma geração profunda não busca aplauso busca alinhamento.
E quem anda alinhado, permanece quando tudo treme.

Nenhum comentário:

Postar um comentário