Há um tempo, ouvi uma fábula sobre um barqueiro e a travessia.
Ele não era o mais forte, nem o mais rápido.
Mas conhecia o rio. Sabia ler a correnteza, antecipar as pedras invisíveis e ajustar o rumo quando o vento mudava.
Em muitas travessias, o trabalho do barqueiro quase não aparece. O mérito costuma ficar com quem chega à outra margem. Mas sem ele, a travessia simplesmente não acontece.
Para quem está dentro do barco, essa travessia nem sempre é confortável. O rio é movimentado, há barreiras que não se veem de imediato e o caminho, muitas vezes, vai sendo revelado aos poucos. Isso gera ansiedade, preocupação e insegurança em quem atravessa junto — porque confiar também faz parte do percurso.
O barqueiro segue. Com disciplina, constância e resiliência. Conhece o caminho, respeita o tempo do rio e ajusta a rota sempre que necessário, mesmo quando a travessia exige silêncio, paciência e firmeza.
Com o tempo, a equipe percebe: a travessia acontece. E a confiança nasce da repetição dos gestos certos, dia após dia.
Seguimos juntos. Um trecho de cada vez.
Nenhum comentário:
Postar um comentário