Total de visualizações de página

domingo, 25 de janeiro de 2026

AGUA

 Água parada não se torna perigosa de um dia para o outro.

Ela vai mudando aos poucos.
Primeiro perde o frescor, depois a transparência, até que aquilo que parecia calmo começa a adoecer tudo ao redor.
Assim é a mulher que parou por dentro.
Não parou de frequentar ambientes espirituais, não parou de falar de Deus, não parou de se mostrar bem.
Ela parou no lugar mais profundo: no tratamento da alma.
Parou de ouvir correção.
Parou de se examinar.
Parou de permitir que Deus confronte áreas que expõem orgulho, inveja, necessidade de controle e comparação constante.
Ela não é explosiva.
Não é escandalosa.
Mas também não flui.
Na convivência, nada se renova.
Nada descansa.
Nada se torna leve.
Água parada não gera vida, apenas ocupa espaço.
E com o tempo, começa a contaminar o ambiente sem fazer barulho, sem aviso, sem confronto direto.
As pessoas sentem, mas não sabem explicar.
Só sabem que algo pesa, algo cansa, algo drena.
A Bíblia não trata isso como traço de personalidade.
Trata como problema sério de convivência, porque Deus se importa com a paz que uma presença produz.
Provérbios 21:19
“Melhor é morar numa terra deserta do que com uma mulher rixosa e iracunda.”
Não é o deserto que fere.
É a convivência com quem estagnou por dentro e se recusa a reconhecer o próprio estado.
Toda água que deixa de correr precisa ser tocada, mexida, tratada.
Toda vida que deixa de fluir precisa voltar ao lugar de confronto e transformação.
Porque onde Deus governa de verdade, há movimento.
E onde há movimento, há limpeza.
E onde há limpeza, a presença volta a gerar vida.

Nenhum comentário:

Postar um comentário