"Os silêncios não são iguais...e cada um carrega uma intenção escondida."
Há silêncios que vestem armadura, há os que fogem pelas frestas, e há aqueles que ferem com a mesma precisão de uma palavra dura.
O meu silêncio, não.
O meu é abrigo. É o canto onde recolho o que sobrou de mim para não entregar minha dor a quem não saberia o que fazer com ela.
É paz interior de quem aprendeu a se blindar, não por falta de amor, mas por excesso de lucidez.
E, ainda assim...
existem silêncios que dizem mais do que deveriam.
Uns denunciam descaso, outros revelam desinteresse, egoísmo...
outros viram migalhas emocionais servidas a quem merecia o banquete inteiro.
Silêncios que não silenciam nada... apenas mostram quem realmente se importa conosco…
e quem nunca importou.
Quando me perguntam quem sou, eu respiro fundo antes de responder.
Sou só uma mulher... girassol...
um pouco exausta, marcada por feridas que não contei a ninguém,
carregando dores que a alma aprendeu a suportar por sobrevivência...
Mas sou também feita de riso fácil, de fé teimosa,
de uma força que brota mesmo quando tudo parece árido, infértil.
Ainda tenho muitas batalhas pela frente, muitas quedas...
que ainda vão me ensinar...
assim como o câncer...
e muitos renascimentos que virão vestidos de lágrimas e coragem.
Sou como um girassol...
não pelo romantismo, mas pela insistência e resiliência.
Mesmo quebrada, me viro para a luz.
Mesmo cansada, floresço.
Mesmo ferida, sigo.
Porque dentro de mim, apesar do peso do mundo,
ainda existe aquela chama mansa que se recusa a apagar.
E é ela que me guia,
no silêncio e no sol.
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