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sábado, 31 de janeiro de 2026

PERCA

 


Provérbios 30:7-9

"Duas coisas te pedi; não me negues, antes que morra: afasta de mim a vaidade e a palavra mentirosa; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; mantém-me do pão da minha porção de costume; para que, porventura, de farto, não te negue, e diga: Quem é o Senhor? Ou que, empobrecendo, não venha a furtar, e tome o nome de Deus em vão."Há perdas que não acontecem do lado de fora acontecem por dentro. A pessoa continua sorrindo, trabalhando, conversando… mas já se distanciou de si mesma, dos seus valores e, sem perceber, de Deus. É sobre isso que esse texto fala: o perigo de se perder no caminho, não por falta de fé declarada, mas por excesso de distrações, necessidades mal direcionadas e desejos sem equilíbrio.

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O autor desses versículos, faz uma oração surpreendente. Ele não pede sucesso, nem livramento de lutas. Ele pede equilíbrio. Ele entende algo profundo: tanto a falta quanto o excesso podem afastar o coração de Deus. A escassez pode gerar desespero; a abundância pode produzir independência orgulhosa. Em ambos os extremos, a alma se perde.

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“Afasta de mim a vaidade e a mentira.” Antes de falar de dinheiro, ele fala de caráter. Porque quando o interior se desorganiza, o exterior se torna um campo de tropeços. A vaidade nos faz viver de aparências. A mentira nos faz sustentar versões de nós mesmos que Deus nunca criou. E, aos poucos, vamos nos afastando da nossa essência, tentando manter uma imagem em vez de preservar um coração íntegro.


“Não me dês nem a pobreza nem a riqueza.” Isso é maturidade espiritual. É reconhecer que o maior perigo não é ter pouco ou muito é ter o coração fora do lugar. O coração que tem demais pode esquecer que depende de Deus. O que tem de menos pode achar que Deus o esqueceu. Mas quem vive na porção certa aprende a confiar diariamente, sem soberba e sem desespero.

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Se perder não acontece de repente. É um afastamento silencioso: menos oração, menos sensibilidade, mais autossuficiência, mais comparação, mais ansiedade. Quando vemos, estamos correndo atrás de coisas que não sustentam a alma. Por isso essa oração é um pedido de proteção contra nós mesmos.

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Deus não quer apenas te abençoar Ele quer te guardar. Guardar teu coração de extremos, tua mente de ilusões, teus passos de atalhos perigosos. A porção diária pode parecer simples, mas nela há paz. Nela há dependência saudável. Nela há presença de Deus.

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Não se perder é uma escolha diária de permanecer no centro da vontade de Deus, com o coração alinhado e os desejos rendidos. Não é sobre ter muito ou pouco, mas sobre não deixar que nada ocupe o lugar que é d’Ele. Que sua oração hoje seja por equilíbrio, verdade no íntimo e um coração que, em qualquer estação, continue reconhecendo: “Eu preciso do Senhor.”

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PENSAR

  O ser humano é chamado à liberdade. Mas quem mais suspira por liberdade é o coração. Não aceita controle, nem excesso de racionalidade. O que move o coração é o amor e quem ama deseja profundamente ser livre. Afinal, o coração não foi feito para calcular, medir ou prever. Ele foi feito para sentir, para pulsar no mistério da vida, para seguir mesmo quando a razão ainda não alcançou. Pensar é tarefa da mente; viver é movimento do coração. Quando tentamos submeter o sentir a análises excessivas, a vida perde fluidez. O coração não suporta o peso do controle absoluto. Ele precisa de espaço para errar, para desejar, para se entregar ao que não cabe em explicações. Muitas angústias nascem quando exigimos coerência perfeita de tudo o que sentimos. O amor, a saudade, a fé, a esperança não obedecem a esquemas racionais. Eles seguem caminhos próprios, às vezes ilógicos, mas profundamente humanos. Se o coração parasse para pensar demais, deixaria de bater no ritmo da vida. Ele não foi criado para garantir segurança total, mas para sustentar a experiência de existir. Há momentos em que sentir precede compreender. Só depois a mente alcança, se alcançar. A sabedoria está em permitir que o coração siga pulsando sem precisar justificar cada emoção. Quando confiamos nesse movimento, a vida ganha leveza. Não se trata de desprezar a razão, mas de reconhecer que ela não governa tudo. Há decisões que precisam passar pelo sentir antes de se tornarem claras. O coração aponta direções que a mente ainda teme. Ele percebe verdades sutis, intuições delicadas, chamados silenciosos. Quando respeitamos esse ritmo interno, a vida flui com mais autenticidade. Paralisar o coração com excesso de pensamento gera medo, bloqueio, rigidez. Permitir que ele pulse é aceitar a imperfeição do caminho e a beleza do processo. O coração que sente continua, mesmo ferido. Ele aprende, se refaz, se adapta. Não pensa para parar, sente para seguir. E é nesse movimento contínuo que a vida acontece de verdade. Quando damos espaço ao coração, ele nos conduz por caminhos que a razão sozinha jamais ousaria percorrer. 

CARGAS

 LEVAI AS CARGAS UNS DOS OUTROS


“Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo” (Gl 6:2).


O apóstolo Paulo escreve estas palavras a uma igreja chamada a viver a fé de modo concreto, visível e profundamente relacional. O cuidado cristão não nasce da pressa, mas da atenção. Para identificar as cargas do outro é preciso parar. Parar de correr, de falar apenas de si, de olhar somente para o próprio caminho. É necessário olhar com sensibilidade, ouvir com o coração, orar com discernimento espiritual. Muitas cargas não são anunciadas; elas se revelam em silêncios, mudanças de comportamento, cansaço persistente ou lágrimas contidas. Discernimento é graça concedida por Deus àqueles que se dispõem a amar.


Paulo, porém, vai além de identificar. Ele ordena: “levai”. O termo grego usado aqui significa tomar sobre si, sustentar com esforço contínuo. Não se trata de um gesto simbólico ou de mera empatia verbal, mas de envolvimento real, custoso e perseverante. Levar a carga do outro implica disposição para caminhar junto, dividir o peso, sofrer um pouco da dor alheia. É o retrato do amor de Cristo, que não apenas viu nossa miséria, mas tomou sobre si o nosso fardo.


Esse chamado, contudo, não estabelece relacionamentos unilaterais, onde alguns apenas ajudam e outros apenas recebem ajuda. O texto é claro: “uns dos outros”. Trata-se de uma mutualidade santa. Hoje você sustenta, amanhã será sustentado. Na vida cristã madura não há espaço para orgulho disfarçado de força, nem para isolamento travestido de espiritualidade. Somos um corpo, e cada membro depende do outro para permanecer saudável.


Assim, cumprir a “lei de Cristo” é viver o amor sacrificial que Ele nos ensinou e exemplificou. Não é uma lei escrita em pedra, mas gravada no coração regenerado.


Portanto, perguntemos: temos parado para perceber as cargas ao nosso redor? Temos orado pedindo discernimento para enxergar além das aparências? Estamos dispostos a carregar, e não apenas comentar? E, quando o peso é nosso, temos permitido que irmãos venham ao nosso encontro?


Peça ao Senhor um coração atento, mãos dispostas e espírito humilde. Olhe ao redor. Ore. Aproxime-se. Leve a carga. E, quando precisar, permita ser levado. Assim, a igreja vive. Assim, Cristo é glorificado.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

PRESENTE

 Hebreus 13:5 afirma: “Porque ele mesmo disse: ‘Eu nunca o deixarei, jamais o abandonarei’.” 

Há promessas que apenas consolam o coração por um breve instante, e há promessas que sustentam a alma como uma rocha eterna. Essa palavra pertence ao segundo grupo. Não é mera linguagem poética ou expressão emocional; é uma declaração firme, enraizada no caráter imutável de Deus.

Hebreus 13:5 afirma a fidelidade constante da presença do Senhor. Deus não apenas pode estar com você; Ele decidiu estar. Sua presença não oscila conforme as circunstâncias, nem se retira quando o caminho se torna difícil. Onde você está, ali Ele permanece.

Essa promessa carrega uma ternura profunda. É como se o próprio Deus se inclinasse ao seu coração e dissesse: “Eu estou aqui. Não importa onde você chegue, Eu não vou embora.” Quando o coração treme, Ele permanece. Quando o mundo muda, Ele continua o mesmo. Quando tudo falha, Ele segue firme ao seu lado. Isaías 41:10 reforça esse cuidado: “Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça”.

Grande parte das inquietações nasce quando o coração procura segurança em coisas passageiras como o dinheiro, estabilidade ou pessoas. Esses apoios são frágeis demais para sustentar a vida.

O verdadeiro descanso nasce da presença de Deus e não da posse de alguma coisa; da comunhão com Ele, não do controle de circunstâncias.

Quando o medo do futuro sussurrar, responda com a promessa da constante presença de Deus. Quando a solidão quiser enganar você, declare com fé: “O Senhor está comigo”.

Lembre-se: o Deus que nunca abandona é o mesmo que sustenta cada passo seu.

CORAÇÃO

 Em João 4:34, Jesus afirmou: “…A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra.”

Havia no coração de Jesus um interesse único: fazer a vontade do Pai. Seu propósito era viver em total sintonia com Ele. Jesus declarou em João 5:30: “…não procuro a minha própria vontade, e sim a daquele que me enviou.” Em João 6:38, enfatizou: “Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim a vontade daquele que me enviou.”

O coração do Senhor Jesus era obediente. Ele viveu em submissão ao Pai, pois Seu foco era agradá-Lo. Em João 8:29, Ele declara: “…porque eu faço sempre o que lhe agrada.”

É incoerente alguém dizer que segue ao Senhor Jesus e continuar disposto a agradar a si, fazendo a própria vontade. Pior é tentar persuadir o Pai a fazer as suas vontades. É incompatível com a vida de Jesus viver focado em si. Na verdade, o Evangelho é um chamado à renúncia e ao abandono do próprio querer.

Hoje, o melhor para sua vida espiritual seria confessar o egoísmo de uma vida centrada em si e entregar definitivamente desejos, sonhos e interesses ao Senhor. Disponha seu coração a fazer apenas o que o Pai quer. Renda a Ele tudo, sem reservas. Assim, sua vida florescerá e você será igual a Jesus, seu Senhor e Mestre.

Se você considera seguir a Jesus, lembre-se de que não pode vir a Ele segurando nada. É necessário entregar tudo. Se Ele não for o Senhor sobre tudo em sua vida, Ele não reinará em nada. Jesus não aceita reinar por etapas ou pela metade. 

Decida ter o coração de Jesus, entregando sua vontade ao Pai e vivendo para agradá-lo.

PROVISÃO

 Tem gente tratando provisão como se fosse sorte, como se fosse acaso, como se Deus estivesse distante e indiferente. Mas Mateus 17 mostra algo que incomoda: o problema não era falta de recurso, era falta de entendimento.Havia uma necessidade real, havia um assunto prático para resolver, e Jesus não entrou em discussão, não abriu debate, não criou alarde.Ele deu uma instrução simples: "Vai ao mar." A moeda não estava na carteira de Pedro, não estava na mesa, não estava no bolso de ninguém. Estava onde ninguém procuraria: na boca de um peixe. Isso revela uma verdade:Deus pode colocar resposta em lugares improváveis, e ainda assim muita gente perde porque prefere questionar mais do que obedecer.A polêmica é essa: existe milagre preparado que só aparece depois do passo de obediência. A provisão já estava pronta, mas não se manifesta para quem fica paralisado na ansiedade, no medo ou na incredulidade disfarçada de "prudência". Tem gente que ora pedindo portas, mas quando Deus manda agir, recua. Tem gente que pede direção, mas quando recebe instrução, discute. E, enquanto discute, continua preso ao mesmo cenário. A fé bíblica não é barulho; é resposta. É movimento. É obediência.

AMAR

 Essa pergunta encontra a resposta em João 3:16: “Porque Deus amou o mundo que DEU o Seu Filho unigênito…”

Segundo Deus, amar significa dar de forma sacrificial. Deus amou que “… deu o Seu Filho…”. O amor não é sentimento ou intenção; ele se manifesta em ação concreta, entrega voluntária e sacrifício.

Quem ama não vive centrado em si, esperando receber. Pelo contrário, reconhece a dor alheia e se move em direção a ela. Quem ama não foge e nem se esconde diante da necessidade do outro.

Jesus ilustra o verdadeiro amor em Lucas 10:25-37, na parábola do bom samaritano. Enquanto os religiosos ignoraram o ferido, o samaritano se aproximou, cuidou das feridas, usou seus recursos e se comprometeu. O samaritano escolheu amar. Amar é dar, fazer e envolver-se.

Há um alerta: é possível viver uma fé sem obras, voltada apenas para si. Por isso, saia da sua zona de conforto hoje. Você conhece alguém em necessidade? Visite, ligue, envie uma mensagem e ouça. Doe recursos, compre o que falta, ofereça seu carro, sua casa ou seu tempo. Simplesmente mova-se! Faça algo! O amor se prova no dar.

Lembre-se: amar é agir em favor do necessitado. Se você não age diante da necessidade de alguém, você ainda não entendeu o que é amar.

O amor de Deus foi sacrificial e apontou para algo maior. A prova do amor de Deus em Jesus não foi apenas para suprir as questões terrenas, mas para resolver a sua separação eterna d’Ele. A resposta final está na declaração: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que DEU o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”

DISTÂNCIA

 Provérbios 7:8 afirma: “Ele ia e vinha pela rua junto à esquina da mulher estranha e seguia o caminho da casa dela”. 

Salomão descreve um jovem sem juízo que, ao caminhar perto da casa da sedutora, abandona a vigilância. A queda moral não é súbita, mas o resultado de se aproximar deliberadamente do cenário da tentação.

Quão perto você deve chegar da ruína antes de recuar? Brincar com o que destrói a alma é fatal. O adultério é um caminho direto para a morte, mas o jovem de Provérbios 7 selou seu destino ao caminhar na esquina da tentação. Ele não caiu por acaso; ele se aproximou do perigo. 

Salomão enfatiza que o pecado sexual escraviza e conduz à destruição. Contudo, essa tragédia é evitada quando mantemos distância e eliminamos o acesso à fonte da tentação.

A sabedoria divina é radical. Jesus ensinou que é melhor perder um membro do corpo do que permitir que a sensualidade nos lance na perdição. Isso exige medidas práticas: vigiar eletrônicos, redes sociais e fugir de ambientes e pessoas onde a carne é estimulada. Se algo inclina seu coração ao mal, mude sua rota agora mesmo!

Se você caiu, há esperança. Venha a Jesus com arrependimento sincero. Abandone o pecado hoje e creia na Sua obra perfeita na cruz. 

Jesus morreu e ressuscitou para perdoar qualquer pecado, oferecendo purificação e vida nova mediante Sua graça. 

Não aceite a condenação; corra para os braços do Salvador que resgatou sua alma da morte eterna. A santidade não é fruto do acaso, mas da distância vigilante do mal e da fé naquele que nos justifica totalmente. 

Cristo é o único caminho para a restauração completa do seu coração.

FELICIDADE

 Davi afirmou no Salmo 32:1:“Bem-aventurado aquele cuja transgressão é perdoada, cujo pecado é coberto.”

Há uma verdade clara nesse versículo: a pessoa feliz é aquela que tem o seu pecado perdoado.

O pecado é o real problema do ser humano, e Deus não só trata seriamente o pecado, mas convida as pessoas a tratarem seus pecados seriamente com Ele. Em Isaías 1:18, Deus mesmo afirma: “… ‘Venham, pois, e vamos discutir a questão. Ainda que os pecados de vocês sejam como o escarlate, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, eles se tornarão como a lã.’”

Paulo, em Atos 13:38–39, deixa claro que não há como resolver a questão do pecado sem Jesus. Ele diz: “Portanto, meus irmãos, saibam que é por meio de Jesus que a remissão dos pecados é anunciada a vocês; e, por meio dele, todo o que crê é justificado de todas as coisas das quais vocês não puderam ser justificados pela lei de Moisés.”

A questão de sua felicidade não está necessariamente na busca frenética por ela, mas sim no que a está impedindo. Sua felicidade não deve ser um fim em si mesma. A fonte da felicidade é o Senhor. Ele é santo. Ele é puro e não pode pecar. Se você deseja ser feliz, você precisa restaurar seu relacionamento com Ele e tratar seus pecados, arrependendo-se e confessando-os a Ele.

O Senhor é a fonte da felicidade. D’Ele emana a alegria e tudo o que é bom para esta vida. Mas os termos para se viver feliz têm como padrão Sua santidade.

Por isso, se você quer ser feliz, venha ao Senhor. Ele é a fonte da felicidade. Como Davi, confesse a Ele seus pecados, abandone-os, e você viverá livre, sem culpa e feliz.

NASCE

 Casamento maduro não nasce de duas pessoas iguais, mas de duas pessoas dispostas a permanecer, mesmo quando as diferenças pesam.

As discordâncias não precisam abrir rachaduras; podem, sim, se tornar pontes para o amadurecimento.
É nos dias difíceis que o amor aprende a criar raízes, e são essas raízes que sustentam décadas.
Isso é amor maduro:
Não perfeito, mas perseverante.
Não se prova no barulho, mas na fidelidade.
Não idealizado, mas moldado por Deus no cotidiano.
“O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” (1 Coríntios 13:7)
Amém, queridos?

PECADO

 A Escritura diz em Romanos 5:20 que “onde aumentou o pecado, transbordou a graça”. Abundar é ter um excedente, uma abundância, uma porção extravagante.

Será que os peixes no Oceano Pacífico devem se preocupar se o mar vai acabar? Não. Por quê? O mar tem uma abundância de água. Será que a cotovia deve ficar ansiosa porque não sabe se vai ter espaço no céu para voar? Não. O céu tem uma abundância de espaço. Será que o Cristão deve se preocupar se o cálice da misericórdia irá secar? Ele pode, pois ele pode não estar ciente da graça abundante de Deus. E você?

Você está ciente de que o copo que Deus lhe dá está transbordando de misericórdia? Ou você tem medo de que seu copo irá secar? Ou que seus erros são grandes demais para a graça de Deus? Deus não é um pão-duro com a sua graça. Seu copo pode estar com pouco dinheiro ou poder, mas está transbordando de misericórdia!


NATUREZA

 Parece que você foi derrotado? Parece que você falhou ao educar seus filhos? Parece que você se esforçou, mas nunca será bem-sucedido na sua vida profissional? Parece que o seu corpo não responde com saúde? Parece que o seu relacionamento conjugal naufragou? Parece que você é pobre e miserável e que sua condição não vai melhorar? Parece que você foi escolhido para as coisas não darem certo?

Sim, pode parecer que algum ou alguns destes itens são verdadeiros, mas, se você é nascido de novo, crê na Palavra de Deus e vive como um filho de Deus, Ele sempre te conduzirá em triunfo! Como? Não me pergunte como, mas saiba que esta é uma verdade que o próprio Deus inspirou o apóstolo Paulo a escrever.

Você precisa aprender a ignorar as evidências negativas se quiser viver o melhor de Deus para você. É fácil? Não, mas é um treinamento que precisa ser feito!

Muitas vezes, todos e até você mesmo vão afirmar que o inimigo está triunfando, mas, se a sua causa está diante de Deus e você crê na intervenção do Senhor em seu favor, permaneça visualizando a concretização das promessas dEle para você, mesmo que até te considerem um louco!

A sua natureza passou a ser vitoriosa quando você herdou a natureza vencedora de Jesus! Fixe os seus olhos nesta verdade. Nada, nem ninguém poderá roubar o seu direito de viver de forma plena. Não desista da sua herança em Cristo Jesus!

Em breve, você usufruirá de tudo que foi prometido para você, pois a palavra final é a de Deus!

FAZER

 Para que tenha êxito em tudo que pretende fazer, antes mesmo do seu coração planejar o caminho...Peça a Deus que dirija os seus passos e traga em seu coração uma fé inesgotável e uma confiança inabalável.

Guarda teu coração de tudo que te tira o riso e te impede de sonhar.

Acorde com seu coração grato a Deus pela vida, pela oportunidade de recomeço, pela força que Ele concede, pela família que você tem, pelo alimento que não falta em sua mesa, pelo teto que te abriga e pelas pessoas que te cobre de afeto todos os dias. Jesus te ama!
Tenha fé e acredite, sua sexta-feira será uma benção!

SABEDORIA

 “O temor do SENHOR consiste em aborrecer o mal; a soberba, a arrogância, o mau caminho e a boca perversa, eu os aborreço” (Pv 8.13).

Nos magistrais capítulos oito e nove de provérbios, a sabedoria é exaltada. Na verdade, ela é tão enlevada que é, até mesmo, comparada a Deus. O sábio Salomão a personifica em Deus como a virtude fundamental. Ter Deus é ter sabedoria, e vice-versa. No versículo epigrafado o sábio a descreve pela negativa, mostrando basicamente onde ela não está. A expressão “temor do Senhor” é a definição de sabedoria no Antigo Testamento. Trata-se do conhecimento profundo de Deus, não apenas saber da existência divina ou se apegar supersticiosamente a algum extrato das Escrituras.
A conversão é novo nascimento, a descoberta da verdadeira vida. É como se tirassem uma venda de nossos olhos e imediatamente passássemos a comtemplar a beleza do universo. O homem sem Cristo, por sua vez, está cego por sua própria limitação. Ele é o seu próprio deus e os limites de sua visão e compreensão. Nada enxerga, nada entende além de si mesmo. Tudo é vivido dentro das fronteiras de seu ser, aprisionado pelo seu ego, por suas vontades e julgamentos. Na escuridão de sua solidão existencial o homem repentinamente vê um facho de luz, o Espírito Santo de Deus rompendo a redoma de trevas que reveste o pecador. A intensidade da luz divina o cega diferentemente.
Ah, como é maravilhosa a cegueira causada pela primeira visão cristalina luz de Cristo. É estonteante, confrontadora, aterrorizante... Um misto de sentimentos traspassa nosso coração. Temos uma clara visão do inferno para, logo depois, contemplar a glória eterna celestial. O dia de Cristo finalmente raiou na vida do eleito; seu sol se levantou, dia que jamais verá a aurora. A pura luz de Deus ilumina todo o ser. Não há partícula que não seja posta a vista, revelando tudo o que somos. Percebemos que o ser-humano é constituído do próprio mal. É afastamento do verdadeiro Deus! É afirmação de si mesmo como centro de tudo! É viver para servir e adorar a si mesmo.
O homem é o próprio pecado, como sua fonte e proliferação. Compreendemos que se não houvesse homem na face da terra, o pecado não existiria. Iluminados pelo Sol da justiça, olhamos para o mal e o aborrecemos. Rompemos com o passado de pecado, de vida apenas para a matéria, a busca de benefícios na efemeridade material. Toda a soberba e arrogância que se entranhavam em nós são como que desarraigadas pela graça do Santo Espírito. Não nos vemos mais como superiores. Do trono de nosso coração somos atirados aos pés daquele de quem nos tornamos alegremente servos.
Notamos que a verdadeira virtude está na negação e não na afirmação e exaltação de si mesmo. Alegramo-nos ao ver o bem realizado na vida de nosso próximo e irmão, mais do que a qualquer busca de satisfação pessoal. Percebemos que o Senhor, a quem prazerosamente passamos a servir, estabelece-se como o caminho seguro a ser percorrido. Obedecê-lo é a direção a seguir. Compreendemos que a obediência é, em si mesma, um caminho. Percebemos que tantas vezes ficamos paralisados em encruzilhadas da vida sem saber qual o caminho a tomar, esperando como que uma voz para nos orientar qual a vereda a seguir.
No entanto, em Cristo temos o caminho da obediência. Basta olhar para e Escritura e obedecer, tomar as decisões conforme aquilo que está inerrantemente escrito, não segundo os interesses humanos. Esse é o claro caminho a seguir. O mau caminho não é apenas aquele do pecado explícito, mas também o que resulta na mera satisfação pessoal, quando o homem está no centro e no objetivo da decisão, quando se busca a própria glória em Deus e não a glória de Deus. A cristalina luz de Cristo também expõe o que brota de nossos lábios. Certamente! A fala é a primeira instância da exteriorização do nosso homem interior – a boca fala do está cheio o coração. Se nosso coração foi iluminado por Cristo, nossa boca falará naturalmente do Salvador, um falar iluminado que lança luz nas trevas de existência daqueles que nos rodeiam.
O sol de Jesus não apenas espantou a interminável noite de nosso coração; também ilumina as trevas nas quais vivem os que estão perto de nós. Alguns, envergonhados pela exposição na luz, se voltarão contra nós, escondendo-se novamente na escuridão, encobrindo-se novamente no manto das trevas de sua morte espiritual. Porém outros, tocados pela vida que vem do Santo Espírito, perceberão a própria podridão espiritual, uma alma que está em decomposição desde que saiu da madre. Horrorizado pela visão de si mesmo, clamará por socorro. A luz que uma vez vimos inaugurará o eterno dia da salvação em sua vida. Passará a viver, estar sempre nela, a mesma vida verdadeira que uma vez nos alcançou.
Possuir a sabedoria verdadeira é ser vivo para Deus, é ter expandida a existência para fora de si, percebendo o mundo pelos olhos divinos, compreendendo que a vida autêntica é apenas a eterna, e já nos é garantida em Cristo. É ser feliz sempre, seguro e confiante. Se você se acha falto de sabedoria, busque ao Senhor que a dá liberalmente. Viva o esplendor da sabedoria. Tenha um excelente dia na presença de Jesus (Rev. Jair de Almeida Junior).

LIMITES

 Num tempo onde tudo pode, falar de limites não parece ser muito simpático. Porém, é necessário tratar com carinho este assunto. Sim, limites verdadeiros não nascem da raiva nem da necessidade de se defender o tempo todo. Eles surgem quando o coração reconhece o próprio valor e entende até onde pode ir sem se perder. Antes de serem ditos, os limites são sentidos. São fruto de um processo interno de autoconhecimento, de escuta dos próprios sinais, de respeito ao que dói, cansa ou ultrapassa. Quando ainda não há clareza interior, os limites soam como imposição, rigidez ou culpa. Mas quando são conquistados por dentro, passam a ser comunicados com serenidade. Não carregam agressividade, carregam firmeza. Comunicar limites não é afastar pessoas, é organizar relações. É dizer onde termina o espaço do outro e começa o cuidado consigo. Muitas vezes, o medo de desagradar faz com que os limites sejam adiados. Esse adiamento cobra um preço alto: desgaste emocional, ressentimento silencioso, perda de identidade. A conquista interna acontece quando se entende que dizer não também é um ato de amor. Amor próprio e amor relacional, porque evita expectativas confusas e convivências adoecidas. Limites claros preservam vínculos saudáveis e revelam quais relações são capazes de respeitar quem somos de verdade. Quem se incomoda com limites costuma se beneficiar da ausência deles. Por isso, comunicar limites pode causar estranhamento, mas não culpa. A maturidade emocional sustenta essa comunicação sem necessidade de justificativas excessivas. O limite bem colocado não humilha, não acusa, não se impõe. Ele se apresenta com tranquilidade, porque nasce da coerência interna. Quando o coração está alinhado, a palavra encontra tom. Limites também mudam ao longo da vida. O que antes era tolerável pode deixar de ser. E isso não é incoerência, é crescimento. Reconhecer novas necessidades é sinal de evolução. A vida se torna mais leve quando os limites deixam de ser defesa e passam a ser expressão de autocuidado. Eles não erguem muros, constroem fronteiras saudáveis. E essas fronteiras permitem relações mais honestas, escolhas mais conscientes e uma caminhada mais fiel a quem se é. Limites comunicados com clareza são conquistas que libertam, porque preservam o essencial: a própria integridade.

Frei Jaime Bettega
Capuchinhos/RS