Total de visualizações de página

domingo, 18 de janeiro de 2026

SULAMITA

 Ela é conhecida apenas como a mulher sunamita. A Bíblia não diz seu nome, e talvez isso seja proposital. Algumas mulheres não são lembradas pelo nome, mas pela forma como viveram. Ela não tinha títulos nem fazia questão de aparecer, mas tinha algo precioso: sensibilidade para reconhecer quando Deus estava passando pela sua casa. Ao perceber que Eliseu era um homem de Deus, ela não fez discurso. Ela abriu espaço. Primeiro oferecendo comida, depois preparando um quarto simples. Cama, mesa, cadeira e uma lamparina. Nada sofisticado, só cuidado. Ela entendeu que a presença de Deus merece lugar.

Ela não pede nada em troca. Serve porque ama, porque honra. E é nesse lugar de generosidade silenciosa que o milagre acontece. Ela recebe a promessa de um filho, algo que talvez já tivesse aprendido a não esperar mais. Deus devolve vida onde havia silêncio. Mas a história dela não é só sobre receber. É também sobre perder. O menino cresce… e morre. E aí vemos quem essa mulher realmente é.
Ela sente a dor, mas não se desorganiza por dentro. Coloca o filho no quarto que havia preparado para o profeta e sai. Não explica tudo para todo mundo. Não gasta energia com quem não pode resolver. Ela vai direto a Eliseu. Sua caminhada é uma oração sem palavras. Quando perguntam se está tudo bem, ela responde: “Tudo vai bem”. Não porque estava, mas porque sabia onde a vida poderia ser restaurada.
A mulher sunamita nos ensina que fé não é ausência de dor, é direção. É saber para onde correr quando tudo desmorona. Ela nos lembra que Deus honra quem abre espaço para Ele nos dias comuns, e permanece fiel quando os dias difíceis chegam.

Nenhum comentário:

Postar um comentário