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quinta-feira, 25 de junho de 2026

DOR

 1 Samuel 1.7-8

Nem toda dor nasce daquilo que nos falta.


Algumas dores nascem de pessoas que fazem questão de nos lembrar daquilo que nos falta.


Penina é a prova disso.

Seu nome significa pérola, joia preciosa, coral valioso. Tudo nela parecia transmitir valor. Mas existe uma ironia cruel nesse texto. Como alguém que carrega um nome tão bonito pode produzir tanta amargura?

Porque aparência não é caráter.

Nem tudo que parece precioso aos olhos dos homens é precioso diante de Deus.


Penina possuía filhos. Ana não. E Penina transformou sua bênção em uma arma. Ela usava aquilo que tinha para ferir quem ainda estava esperando receber.


Há pessoas que não celebram suas conquistas. Elas as utilizam para humilhar os outros.


O texto diz que Penina provocava Ana continuamente. Ano após ano. Festa após festa. Peregrinação após peregrinação.


Ela não queria apenas tocar na ferida. Ela queria impedir a cicatrização.


E foi tão intenso que Ana perdeu algo maior do que a alegria.

Ela perdeu o prazer de cultuar.

Quando a Bíblia diz que Ana chorava e não comia, não está falando apenas de falta de apetite. No contexto do culto israelita, comer fazia parte da adoração. O altar terminava na mesa. A refeição era uma expressão de comunhão diante de Deus.

Ana estava presente no ambiente da adoração, mas sua dor já não permitia que ela desfrutasse da adoração.


E esse é um dos maiores objetivos do espírito de Penina.

Não é apenas machucar você.

É afastar você da mesa.

É fazer você perder o prazer da comunhão.

É fazer você frequentar o culto sem conseguir cultuar.


Talvez o seu maior problema não seja a ausência de um milagre.


Talvez seja a presença de uma voz que não para de lembrar aquilo que ainda não aconteceu.


Mas a história muda quando Ana decide sair da influência de Penina e entrar na presença de Deus.


Ela chora diante do Senhor.

Ela derrama sua alma.

Ela ouve uma palavra.

E depois disso, algo extraordinário acontece.

O texto diz que seu semblante já não era triste.


O milagre ainda não tinha chegado.

Samuel ainda não tinha nascido.

Mas a esperança já havia ressuscitado.


A melhor resposta para uma Penina nunca será uma discussão. Será continuar cultuando!


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