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quinta-feira, 18 de abril de 2024

AMOR

 “O maior ‘Eu te amo’ da história foi dito em silêncio numa cruz.” (Pe. Fábio de Melo).


A vida é por excelência comunicação. No ser humano tudo fala, tudo é expressão, tudo inspira. Porém, o silêncio, além de ser uma excelente forma de comunicação, é simplesmente benéfico, pois consegue alcançar a cura, através da serenidade e da harmonia do corpo e do espírito. Sim, há dois mil anos continua ecoando um silêncio que grita, que fala por si só, que se faz ouvir em todos os recantos do universo. O silêncio da cruz continua confirmando o maior e mais profundo ‘Eu te amo’, que o mundo já conheceu.


Até então, ninguém havia conseguido expressar tanto amor como Jesus proferiu com a doação da própria vida. A ciência busca, em diferentes fontes, uma explicação para a pessoa e a obra de Jesus. É de conhecimento de todos que é comum dizer ‘Eu te amo’, sem a necessidade do respectivo sentimento. Se todas as pessoas que dizem amar realmente amassem, a história seria bem diferente. Mesmo sentido a maior de todas as dores, Ele conseguiu resumir tudo no sensível, sonoro e verdadeiro ‘Eu te amo’. É interessante perceber como o gesto de Jesus preenche as profundezas humanas e responde aos insistentes questionamentos, que surgem de todos os lados.


Ao invés de buscar culpados, Jesus escolhe perdoar. Quando a dor é horrível, somente quem carrega um grande amor é capaz de perdoar e, mais ainda, confirmar o desejo de continuar amando. A cruz não é somente dor, é muito mais amor do que sofrimento. Até porque a cruz não fica definitivamente no palco da vida. No Calvário, a cruz, no terceiro dia, deu lugar à Luz. Jesus ressuscitou e continua presente nos corações que sabem amar. Toda a vez que eu olho para a cruz, agradeço pela pequena parte do ‘Eu te amo’, que me faz viver e acreditar na vida eterna. 

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