A jumenta não era o problema. O problema era Balaão querendo avançar em um caminho que Deus estava barrando. Ele achava que o animal estava atrapalhando, mas era a jumenta que estava vendo o que ele não via. Ela enxergou o anjo do Senhor parado no caminho com a espada na mão, enquanto Balaão seguia irritado, insistente e cego pelo próprio interesse. Olha que forte. Às vezes aquilo que você chama de atraso é Deus te livrando de uma queda. Às vezes a porta que não abre não é rejeição, é proteção. Às vezes o caminho trava porque Deus viu antes o perigo que você ainda não percebeu. Balaão conhecia coisas espirituais, mas naquele momento perdeu o discernimento, porque um coração inclinado à vantagem começa a confundir vontade própria com direção de Deus. E Deus, quando quer guardar alguém, usa até o improvável para fazer parar. A jumenta viu primeiro, mas Balaão precisou ser confrontado no caminho para entender que não era sobre chegar mais rápido, era sobre não avançar para onde Deus não estava mandando. Antes de reclamar do que parou, ore. Antes de bater naquilo que te freou, discirna. Nem todo impedimento é contra você. Às vezes é Deus impedindo você de entrar em um caminho que parecia promessa, mas carregava perda.
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