Tem gente que não vai entender a presença porque só consegue enxergar movimento. Não vai discernir propósito porque olha tudo pela carne, pela conveniência, pelo próprio incômodo e pela própria bagunça. E quando alguém não tem olhos espirituais, até o que vem de Deus parece exagero. A ordem vira cobrança. A constância vira peso. A entrega vira loucura. O zelo vira dureza. A direção vira afronta. A pessoa não consegue permanecer, porque a presença começa a revelar o que ela ainda não quer tratar.
Não é sobre pessoas saírem. É sobre Deus mostrar quem realmente suporta caminhar perto do altar. Porque perto do fogo, máscara derrete, intenção aparece e o que não tem raiz não permanece. Quem quer só acesso se assusta quando encontra responsabilidade. Quem quer só estar perto se perde quando precisa servir. Quem quer só receber some quando chega a hora de construir.
Foi assim com Ana. Eli olhou para ela e achou que era embriaguez, mas Deus estava vendo uma mulher derramando a alma. Foi assim com Davi. Os irmãos viram atrevimento, mas Deus via propósito. Foi assim com Jesus. Muitos viram apenas o filho do carpinteiro, mas o céu sabia quem Ele era.
Por isso, nem todo mundo vai conseguir ficar perto daquilo que Deus está acendendo. Não porque a presença afasta quem ama a verdade, mas porque ela incomoda quem prefere viver sem alinhamento. Quem não discerne presença chama propósito de exagero, chama fogo de confusão e chama direção de problema.
Mas o que Deus está fazendo não precisa caber nos olhos de quem não enxerga pelo Espírito. Quem é de Deus reconhece. Quem não é, tropeça até naquilo que deveria honrar.
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