Ao contrário, sua satisfação está na lei do Senhor, e nessa lei medita dia e noite (Sl 1.2).
Minha esposa e eu temos congregado em uma igreja na zona rural. Para chegar até lá, passamos por áreas com criação de gado leiteiro. Costumamos passar bem devagar para poder ver as vacas descansando e se alimentando. E toda vez que as encontramos, elas estão mastigando, ou melhor, ruminando. Esse é um processo particular em que fazem o alimento voltar do estômago para a boca para mastigá-lo ainda mais. Dessa forma, elas diminuem o seu tamanho e continuam extraindo nutrientes quando voltam a engoli-lo.
No verso em destaque, a palavra hebraica para “meditar” carrega uma ideia semelhante à ruminação: ler, reler, repassar de novo e pensar na Palavra de Deus constantemente até que ela nos nutra por completo. No Salmo 19, Davi usa diversas palavras para se referir à porção da Bíblia que possuía: lei, testemunhos, preceitos, mandamentos e ordenanças. E traz uma série de afirmações sobre o que a Palavra é e o que faz com aquele que a estuda com o coração sincero. Ela é perfeita, confiável, pura e verdadeira; e dá vigor, sabedoria e alegria. Por ser o que é e fazer o que faz, ela é mais desejável do que ouro e mais doce que o mel. A Bíblia é rica, viva e eficaz. Do início ao fim, ela possui uma unidade temática: Deus revelando de forma progressiva a si mesmo e também o seu plano para redimir a humanidade perdida por meio da história da salvação registrada nas Escrituras.
Por isso, é preciso amar a Palavra de Deus e nos debruçar sobre o seu estudo. Precisamos ruminar (meditar, refletir) sobre o que lemos, e não apenas ler como se fosse um livro qualquer. Não sou um grande conhecedor de vacas, mas tenho certeza de que ruminar é algo prazeroso para elas. E ruminar a Palavra também pode – e deve – ser um prazer para nós. Habitue-se a ruminar as Escrituras ao longo do dia. Peça, e o Senhor o ajudará a compreender a sua Palavra e a meditar nela continuamente.
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