Eu tenho observado como a religião, do jeito que muitos a vivem, mais afasta do que aproxima. Em vez de unir, desune. Em vez de curar, machuca. As pessoas criam um mundo próprio e passam a exigir que os outros vivam dentro dele. E, quando alguém não se encaixa, é julgado, condenado e morto com palavras.
Isso não é o evangelho de Cristo.
Isso é religiosidade vazia.
Quando alguém acredita que está certo demais, perde a capacidade de amar. Usa Deus como argumento, a fé como arma e a Bíblia como escudo para esconder a própria dureza de coração. Não é zelo espiritual — é adoecimento emocional disfarçado de santidade.
Jesus nunca agiu assim. Ele não afastou, não humilhou, não excluiu. Ele acolheu, ouviu, tocou e amou. Quem mais o rejeitou foram justamente os religiosos. E isso diz muito.
O evangelho não aprisiona, liberta.
Não condena, restaura.
Não mata com palavras, gera vida.
Tudo o que foge disso não é Cristo. É apenas religião.
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