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quinta-feira, 16 de maio de 2024

TOLERA

 “A sociedade não tolera ninguém que saiu do rebanho, porque ela vive de números. Quando há muitos números, as pessoas se sentem bem. Números grandes fazem com que as pessoas sintam que tem de estar certas - elas não podem estar erradas, milhões de pessoas estão com elas. E, quando ficam sozinhas, grandes dúvidas começam a vir à tona: "Ninguém está comigo. O que garante que estou certo?" 


Ser um indivíduo é o maior sinal de coragem: “Não importa que o mundo inteiro esteja contra mim. O que importa é que a minha experiência é válida. Eu não me importo com os números, com quantas pessoas estão comigo. Eu me importo com a validade da minha experiência — se estou simplesmente repetindo as palavras de outra pessoa, como um papagaio, ou se a fonte das minhas afirmações é a minha própria experiência. Se é a minha própria experiência, se isso é parte do meu sangue, dos meus ossos, do meu âmago, então o mundo inteiro pode pensar de outro jeito; ainda assim, eu estou certo e eles estão errados. Não importa, não preciso da aprovação deles para sentir que estou certo."


Só aqueles que dependem das opiniões de outras pessoas precisam do apoio dos outros. Se os outros estão tristes, você tem que ficar triste; se sofrem, você tem que sofrer. O que quer que eles sejam, você tem que ser também. Não se permitem diferenças, porque as diferenças acabam levando para o indivíduo, para o único, e a sociedade tem muito medo do indivíduo e da unicidade.


Isso significa que alguém ficou independente do grupo, que essa pessoa não dá a mínima para o grupo. Seus deuses, seus templos, seus padres, suas escrituras, tudo ficou sem sentido para ela. Agora ela tem seu próprio ser e seu próprio jeito, seu próprio estilo de viver, morrer, celebrar, cantar, dançar. Ela chegou em casa. E ninguém pode chegar em casa junto com a multidão. Só se pode chegar em casa sozinho.

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