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terça-feira, 27 de agosto de 2024

HOMEM

 .

"Tens visto a um homem que é sábio a seus próprios olhos? Maior esperança há no insensato do que nele" (Prov 26:12).


A verdadeira humildade de coração deve ser um dos maiores objetivos na vida do cristão. A carne, o mundo e o diabo cooperam rotineiramente para que o povo de Deus se torne orgulhoso, arrogante, com postura altiva, competitiva e acusadora. Precisamos de mais humildade em nosso meio. 


O verso de hoje fala sobre aquele que "é sábio a seus próprios olhos". Aponta para o espírito arrogante e altivo, que se vê como melhor, superior, dono da verdade. E logo após sentencia: "maior esperança há no insensato do que nele". Que grave advertência! Alguns pontos devem ser lembrados. 


Primeiramente, cuidado com a arrogância. Ela não surge da noite para o dia, mas vai sendo adquirida pouco a pouco até tomar conta dos pensamentos, palavras e ações. O arrogante vê os demais ao seu redor como inferiores, incompetentes e medíocres. Só ele sabe, só ele pode, só ele faz. A arrogância mata, pois é fruto do orgulho, pecado contra Deus. Ela mata a humildade, mata o relacionamento com Deus, a comunhão com o próximo e a vida em família. Fuja dela! 


Em segundo lugar, cultive a humildade. Ela nos ajuda a ver quem somos e como realmente estamos, nossos dons e necessidades, nossas competências e limitações. A humildade associada à doutrina bíblica nos ensina a ver o mundo, e a nós mesmos, com os olhos de Cristo. A humildade nos ajuda a ver o próximo com compaixão, o necessitado com interesse e o inimigo com amor. Ajuda-nos na aproximação da Palavra com a postura certa, de alguém que diariamente precisa da graça e misericórdia de Deus. E também na oração, pois passamos a orar como Ele nos ensinou: "seja feita a tua vontade". 


Por fim, apegue-se à Palavra de Deus. O contraste entre "a seus próprios olhos" poderia ser "aos olhos de outros", mas este também é um perigo mortal. O contraste de vida, porém, é "aos olhos de Deus". Você não é quem você diz; não é quem os inimigos dizem que você é; e também não é quem o diabo fala sobre você. Sua identidade está segura em Cristo, portanto, você é quem Deus diz que você é.


VISÃO

 


VISÃO SEM NUVENS


“Porque esta lâmpada de revelação agora brilha dentro de você, nada lhe será escondido – tudo será revelado. Cada segredo do reino será desvendado e divulgado abertamente, tornado conhecido pela luz da revelação.” (Lucas 8:17)


Uma das revelações mais profundas é a do amor e da misericórdia de Jesus. Ele nos conhece; cada aspecto oculto de nossos corações, e ainda nos ama sem exceção. À medida que crescemos à Sua semelhança, também devemos abraçar este amor incondicional pelos outros. Saturar-nos com a luz de Sua glória, penetra nossas atitudes e pontos de vista. Olhar para o Seu semblante, faz com que a nossa visão mude. Nosso foco se ajusta, e de repente vemos o mundo da maneira que Ele o vê.


Quando outros veem o pecado, vemos o potencial para a justiça. Quando confrontados com limitações, ficamos entusiasmados com possibilidades milagrosas. A doença nos estimula a orar pela cura. Os perdidos aparecem como corações adormecidos, prontos para serem despertados. Aqueles que lutam na sua fé nos são revelados como jardins prontos a florescer com beleza. Tudo muda quando vemos com Seus olhos.


Jesus, dá-me olhos para ver como Tu vês. Ensina-me como interpretar cada situação para que eu possa orar e agir de uma forma que convide a verdade e a descoberta. Unge meus olhos com pomada curativa para que minha visão fique clara. Deixa-me ver as coisas como elas realmente são. Dá-me a revelação do Teu amor.



PERTO

 MAIS PERTO QUERO ESTAR, MEU DEUS DE TI!

Deus é a fonte da vida plena e abundante. Ter comunhão com Deus é beber de da fonte inesgotável da salvação. Só na presença de Deus tem plenitude de alegria. Só na destra de Deus há delícias perpetuamente. O inferno será o lugar para onde os réprobos serão banidos para sempre da face de Deus. Longe de Deus reina a morte. Longe de Deus a vida torna-se insípida e vazia. Longe de Deus as coisas não fazem sentido. Por isso, devemos clamar, como o poeta sacro: "Mais perto quero estar, meu Deus de ti. Ainda que seja a dor que me una a ti".

PAZ

 MINHA PAZ


"Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize" (João 14:27 ACF)


*Paz | gr. εἰρήνη - (eirene) | Substantivo Feminino | i-ray'-nay |

Sf. 


1°. um estado de tranquilidade nacional

a) isenção da fúria e devastação da guerra


2°. paz entre indivíduos, ou seja, harmonia, concórdia


3°. segurança, proteção, prosperidade, felicidade, (porque a paz e a harmonia tornam as coisas seguras e prósperas)


4°. da paz do Messias

a) o caminho que leva à paz (salvação)


5°. do cristianismo, o estado tranquilo de uma alma assegurada de sua salvação por meio de Cristo, e portanto, não temendo nada de Deus e contente com sua sorte terrena, seja qual for


6°. o estado abençoado dos homens piedosos e íntegros após a morte


▪︎ A paz é um conceito fundamental que permeia toda a Escritura. É vista como um estado de harmonia, segurança e prosperidade que vai além da ausência de conflitos. A paz é um dom de Deus, e o Novo Testamento enfatiza a paz que Cristo trouxe ao reconciliar a humanidade com Deus. A paz interior, descrita neste texto teológico, é um aspecto importante da espiritualidade cristã, pois traz confiança, contentamento e segurança aos crentes. A busca pela paz, tanto no âmbito individual como no coletivo, é uma jornada espiritual que visa à restauração do relacionamento com Deus e com o próximo, refletindo assim o Reino de Deus na Terra.


▪︎ Paz é uma palavra maravilhosa. Significa tranquilidade, confiança, despreocupação, serenidade, mansidão e segurança; que palavra rica!


Essas palavras em João 14:27 foram ditas por Jesus. Seu desejo não é que apenas os apóstolos tenham paz, mas que eles possuam a paz Dele.


"E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os seus corações e as suas mentes em Cristo Jesus."


Neste texto, Paulo traz uma informação adicional: a paz de Cristo guarda corações e mentes. Não deixamos de ser nós mesmos, nem perdemos nossa individualidade, mas somos transformados em maturidade, graça e amor.


Que presente maravilhoso Cristo nos deixou: uma paz que nos transforma! Cristo nos dá esta paz sobrenatural, em meio ao caos dos dias atuais. Que ele possa guardar o seu coração e a sua mente, para encontrar descanso para a sua alma!


***

A PAZ INTERIOR 


O mundo dá prioridade à paz interior e oferece infinitas possibilidades para aqueles que buscam a "paz de alma e mente". Normalmente, os gurus da paz interior mencionam que a própria pessoa é a fonte da paz. Fala-se muito sobre a meditação, encontrar uma "luz interior" e os chakras. A sabedoria do mundo diz que se precisarmos de ajuda de fora de nós mesmos, ela virá na forma de um "guia espiritual" ou talvez de alguns cristais ou ervas. O problema com essas dicas, além do óbvio endosso à feitiçaria, é que ignoram completamente a fonte da verdadeira paz: o Senhor Jesus Cristo.


A Bíblia tem muito a dizer sobre a paz. Jesus é chamado de Príncipe da Paz (Isaías 9:6). Paulo refere-se ao "Deus de toda a paz" (Romanos 15:13, 33; Gálatas 6:16). Freqüentemente, o termo paz é usado como uma saudação e uma bendição (veja Lucas 24:36). Então, o que exatamente é a paz e como podemos ter "paz interior"?


▪︎ Uma palavra frequentemente traduzida como "paz" na Bíblia na verdade significa "ligar como um todo, quando todas as partes essenciais estão unidas". A paz interior, então, é uma integridade de mente e espírito, e um coração totalmente tranquilo. A paz interior tem pouco a ver com o ambiente externo. Jesus disse: "Deixo com vocês a paz, a minha paz lhes dou; não lhes dou a paz como o mundo a dá. Que o coração de vocês não fique angustiado nem com medo." Ele também disse a Seus seguidores: "No mundo, vocês passam por aflições; mas tenham coragem: eu venci o mundo" (João 16:33). Portanto, a paz não é a ausência de problemas; é a presença de Deus.


▪︎ A paz é um fruto do Espírito Santo (Gálatas 5:22). Quando o "Deus de toda a paz" vem habitar em um coração crente (1 Coríntios 6:19), Ele começa a produzir Suas próprias características naquela vida. A paz interior nasce do conhecimento de que as circunstâncias são temporárias e que Deus é soberano sobre todos (Isaías 46:9-11). A paz vem do exercício da fé no caráter de Deus e em Sua Palavra. Podemos ter paz em meio aos desafios quando lembramos que "todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito" (Romanos 8:28). Podemos escolher a paz em vez do medo e da preocupação. A paz interior que resulta de um relacionamento com Deus nos permite manter as coisas na perspectiva correta. Podemos aceitar situações difíceis na terra lembrando que nossa cidadania está no céu (Filipenses 3:20).


▪︎ Somos ordenados a "viver em paz" com os outros, no que depender de nós (Romanos 12:18; 2 Coríntios 13:11; Hebreus 12:14). Viver em paz significa que interagimos com aqueles que nos rodeiam de acordo com a nossa própria integridade mental. Nossas reações às circunstâncias podem trazer paz a uma situação caótica. Jesus disse: "Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus" (Mateus 5:9). E Tiago 3:18 diz: "Ora, é em paz que se semeia o fruto da justiça, para os que promovem a paz." O desejo de Deus é que aqueles de nós que o conhecemos aprendamos a viver em paz dentro de nós mesmos primeiro. Assim podemos irradiar essa paz para os outros, dando calma e sabedoria às situações tensas, e assim seremos luzes no mundo cf. (Mateus 5:14; Filipenses 2:14-15).


***

A PAZ


A paz é algo que todos desejam, mas poucos parecem encontrar. O que é a paz? Pode ser definida como “tranquilidade, harmonia ou segurança”. Dependendo da situação, pode significar “prosperidade” ou “bem-estar”. Existem diferentes tipos de paz, incluindo paz falsa, paz interior, paz com Deus e paz com o homem.


No Antigo Testamento, a principal palavra hebraica para “paz” é shalom, e refere-se a relacionamentos entre pessoas (Gênesis 34:21), nações (1 Reis 5:12) e Deus com os homens (Salmo 85:8). A paz é um status desejado em cada uma dessas áreas, e shalom é muitas vezes ligado a uma aliança ou promessa cumprida. Um amigo íntimo (literalmente, “amigo da minha paz” no Salmo 41:9) é aquele com quem você ficaria à vontade, um companheiro confiável. “Paz” era a saudação padrão (1 Samuel 25:6), ainda usada em muitas culturas hoje.


A paz está diretamente relacionada às ações e atitudes dos indivíduos; mas, em última análise, é um dom de Deus (Isaías 45:7; Levítico 26:6; João 14:27). A presença de paz indica a bênção de Deus sobre a obediência do homem (Isaías 32:17; Malaquias 2:5) e fé (Isaías 26:3). Não há paz para os ímpios (Isaías 48:22).


Por mais valiosa que seja a paz, não é surpreendente descobrir que às vezes é falsificada. Promessas vazias de paz podem ser usadas para manipular os outros. Homens enganadores falam palavras de paz enquanto secretamente planejam o mal (Obadias 1:7). O Anticristo confirmará um tratado, produzindo uma paz temporária que ele mesmo destruirá abruptamente ao revelar suas verdadeiras intenções (Daniel 9:27). Os falsos mestres proclamam a paz quando Deus está realmente proclamando o julgamento (Ezequiel 13:10-16). No dia de Jeremias, os líderes religiosos lidavam apenas com os sintomas dos problemas nacionais, sem abordar a raiz pecaminosa da crise. Esses falsos profetas declaravam que tudo estava bem entre Deus e Israel: “Paz, paz”, eles disseram, quando não havia paz real (Jeremias 6:14).


● No Novo Testamento, a principal palavra grega para “paz” é eirene, e refere-se a descanso e tranquilidade. Um foco chave da paz no Novo Testamento é o advento de Jesus Cristo, conforme anunciado pelos anjos em Lucas 2:14 (“Paz na terra...”). Isaías havia predito que o Messias seria o Príncipe da Paz (Isaías 9:6), e Ele é chamado de Senhor da paz em 2 Tessalonicenses 3:16. É através da obra de justificação de Cristo que podemos ter paz com Deus (Romanos 5:1), e essa paz manterá nossos corações e mentes seguros (Filipenses 4:7).


▪︎ Deus nos ordena a buscar a paz (Salmo 34:14; Mateus 5:9). Devemos, “pois, seguir as coisas da paz” (Romanos 14:19). Claro, haverá algumas pessoas que não desejam a paz, mas ainda devemos fazer o nosso melhor para estar em paz com elas (Romanos 12:18).


▪︎ Os crentes têm a obrigação de “deixar a paz de Deus governar” em seus corações (Colossenses 3:15). Isso significa que temos a escolha de confiar nas promessas de Deus (deixar Sua paz reinar) ou confiar em nós mesmos e rejeitar a paz que Ele oferece. Jesus deu paz aos Seus discípulos com base na verdade de que Ele venceu o mundo (João 14:27; 16:33). A paz é um fruto do Espírito, portanto, se permitirmos que o Espírito de Deus governe em nossas vidas, experimentaremos a Sua paz (Gálatas 5:22-23). Ter uma mente espiritual traz vida e paz, de acordo com (Romanos 8:6).


▪︎ O mundo continuará a ter guerras e conflitos interpessoais até que Jesus venha estabelecer uma paz verdadeira e duradoura (veja Isaías 11:1-10), mas Deus dará Sua paz àqueles que confiam nEle. Jesus tomou o castigo que traz a nossa paz (Isaías 53:5) e tornou possível que tivéssemos paz com Deus. Quando Sua paz passa a reinar em nossos corações, somos capazes de compartilhar essa paz com os outros; nós nos tornamos publicadores da paz (Isaías 52:7) e ministros da reconciliação (2 Coríntios 5:18).


***

A PAZ DE ESPÍRITO 


A maioria das pessoas definiria "paz de espírito" como a ausência de estresse mental e ansiedade. A única vez que algo semelhante a “paz de espírito” é encontrado na Bíblia é em 2 Coríntios 2:13, onde Paulo diz que não encontrou “tranquilidade no espírito” porque não encontrou Tito em Trôade. A tradução literal dessa frase é "descanso do meu espírito".


A Bíblia usa a palavra paz de várias maneiras diferentes. A paz às vezes se refere a um estado de amizade entre Deus e o homem. Essa paz entre um Deus santo e uma humanidade pecadora foi efetuada pela morte sacrificial de Cristo, “havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz” (Colossenses 1:20). Além disso, como Sumo Sacerdote, o Senhor Jesus mantém esse estado de amizade em favor de todos os que “por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles” (Hebreus 7:25). Esse estado de amizade com Deus é um pré-requisito para o segundo tipo de paz, o que às vezes se refere a uma mente tranquila. É somente quando “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Romanos 5:1) que podemos experimentar a verdadeira paz de espírito que é um fruto do Espírito Santo, ou seja, Seu fruto exibido em nós ( Gálatas 5:22-23).


Isaías 26:3 nos diz que Deus nos manterá em “perfeita paz” se nossa mente “permanecer” nEle, ou seja, quando nossas mentes se apoiam nEle, focalizam-se nEle e confiam nEle. Nossa tranquilidade mental é “perfeita” ou imperfeita na medida em que “a mente permanece” em Deus, em vez de em nós mesmos ou em nossos problemas. A paz é experimentada quando acreditamos no que a Bíblia diz sobre a proximidade de Deus como no (Salmo 139:1-12) e sobre Sua bondade e poder, Sua misericórdia e amor por Seus filhos e Sua total soberania sobre todas as circunstâncias da vida. Entretanto, não podemos confiar em alguém que não conhecemos, e é crucial, portanto, conhecer intimamente o Príncipe da Paz, Jesus Cristo.


A paz é experimentada como resultado da oração. “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus” (Filipenses 4:6-7).


Uma mente e um coração pacíficos são experimentados como resultado do reconhecimento de que um Pai todo-sábio e amoroso tem um propósito em nossas provações. “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Romanos 8:28).


Deus pode trazer uma variedade de coisas boas, inclusive a paz, das aflições que experimentamos. Até mesmo a disciplina e castigo do Senhor “produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça” em nossas vidas (Hebreus 12:11). Eles fornecem uma nova oportunidade para “esperar em Deus” e eventualmente “louvá-lo” (Salmos 43:5). Eles nos ajudam a “confortar” os outros quando passam por provações semelhantes (2 Coríntios 1:4), e produzem “eterno peso de glória, acima de toda comparação” (2 Coríntios 4:17).


▪︎ A paz de espírito e a tranquilidade do espírito que a acompanha só estão disponíveis quando temos a verdadeira paz com Deus através do sacrifício de Cristo na cruz em pagamento dos nossos pecados. Aqueles que tentam encontrar a paz em atividades mundanas se encontrarão tristemente enganados. Para os cristãos, no entanto, a paz de espírito está disponível através do conhecimento íntimo e da total confiança no Deus que satisfaz, “em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades” (Filipenses 4:19).


(Gotquestions)


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REFLEXÃO 


A PAZ NA TURBULÊNCIA DA VIDA 


“Deixo-vos a paz, a minha paz nos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” (Jo 14.27).


Jesus está no Cenáculo, junto com seus discípulos, na antessala de seu martírio. Longe de estar perplexo e intimidado pelos atrozes sofrimentos que deverá enfrentar, está acalmando o coração de seus discípulos. Uma das promessas mais consoladoras que Jesus ministra a eles é esta: “deixo-vos a paz, a minha paz vos dou”.


A paz é um estado de alma, quando desfrutamos plena confiança em Deus, mesmo em meio às turbulências mais ruidosas da vida. A paz não é ausência de tempestade; é o senso da presença protetora de Deus em meio à tempestade. Num mundo marcado pela guerra, ferido pelo ódio e encharcado de aflição, nós podemos experimentar a paz de Deus, que excede todo o entendimento. Em vez de vivermos estrangulados pela ansiedade, podemos ser protegidos pela paz. A paz de Deus é a sentinela que guarda a nossa mente e o nosso coração, a nossa razão e os nossos sentimentos.


 A PAZ DE DEUS É DIFERENTE DA PAZ COM DEUS 


Esta fala de um relacionamento certo com Deus; aquela, de um sentimento de descanso em virtude desse relacionamento. A paz com Deus é a causa, e a paz de Deus é o resultado. A paz de Deus substitui a ansiedade, quando nas turbulências da vida, deixamos de olhar para as circunstâncias para adorarmos a Deus por quem ele é e rendermos graças a ele pelo que ele faz. Adoração, petição e gratidão são os remédios divinos para a ansiedade, e a paz de Deus é a cura que invade a nossa mente e o nosso coração. Você, portanto, não precisa viver atormentado; pode experimentar agora mesmo a paz de Deus, que excede todo o entendimento. É dessa paz que Jesus está falando com seus discípulos, na mesma noite em que foi traído por Judas Iscariotes. Foi na mesma noite em que enfrentaria a mais renhida das batalhas, uma batalha de sangrento suor no jardim do Getsêmani; a noite em que Pedro, covardemente o negaria, enquanto sofria cusparadas, açoites e escárnios nas mãos do sinédrio judaico. Naquela noite seus discípulos se dispersariam e Jesus seria sentenciado à morte pelo crime de blasfêmia. Oh, o pastor ferido, está consolando as ovelhas! Oh, o nosso glorioso Redentor está deixando para nós, a sua paz.


ESSA PAZ É DIAMETRALMENTE OPOSTA À PAZ QUE O MUNDO DÁ


A paz que o mundo oferece é uma trégua que sacrifica a verdade, esconde a justiça e aliança-se com o pecado. A paz que o mundo dá é um arremedo de paz. Mas, a paz que Cristo dá é verdadeira. Ela nos coloca num relacionamento certo com Deus, com o próximo e com nós mesmos. Essa paz não é costurada nos bastidores ensombrecidos da iniquidade, mas foi selada na cruz do Calvário. É a paz que coloca os nossos pés no caminho da santidade. É a paz que nos leva a amar até mesmo os nossos inimigos. É a paz que aquieta a nossa alma até mesmo nos vales mais escuros da vida. É a paz que reina em nós, mesmo quando o nosso corpo está sendo surrado pela enfermidade. Esta paz não nos abandona nem mesmo quando cruzamos o vale da sombra da morte. A paz que Cristo dá é a paz que triunfa sobre o medo, vence nossas angústias e nos equipa para vivermos vitoriosamente todos os dias da nossa vida.


Você já conhece essa paz? Está tudo bem com sua alma? Há descanso em sua mente? Há refrigério em seu coração? Você já foi reconciliado com Deus e já desfruta, portanto, da paz com Deus? Você já tem sido inundado com as consolações divinas e, por isso, já tem bebido dessa fonte inexaurível da paz de Deus?


***

Conclusão 


A PAZ COM DEUS 


Ter paz com Deus significa ter sido reconciliado com Ele por meio da obra redentora de nosso Senhor Jesus Cristo. Na Bíblia muitas passagens tratam acerca do que é ter paz com Deus, mas para estudarmos o assunto de forma bastante objetiva, vamos utilizar o capítulo 5 da Carta de Paulo aos Romanos.


Nesse capítulo o apóstolo tratou especialmente acerca da eficácia da justificação pela fé e dos frutos produzidos por ela. Para tanto, o apóstolo recorre a um paralelo entre Adão e Cristo, entre a condenação e a justificação. Com isso, Paulo conseguiu explicar de forma perfeita o que realmente significa ter paz com Deus.


A paz com Deus foi quebrada

Após o evento conhecido como A Queda da Humanidade, o homem foi separado de Deus, no sentido de que, por causa da desobediência do pecado, a comunhão que antes havia foi quebrada.


▪︎ Pela desobediência de Adão o pecado entrou no mundo, e, consequentemente, a morte. Com a transgressão de Adão, toda a humanidade caiu em pecado. Isso significa que todos pecaram e assim estão destituídos da glória de Deus (Rm 3:23).


Em outras palavras, o pecado tornou o homem inimigo de Deus cf. (Rm 5:10). Por si só, homem algum busca a Deus, pois todos se extraviaram e se fizeram inúteis (Rm 3:10-12). Esse estado de inimizade obviamente significa que não há paz, pois a justiça e a santidade de Deus exige a punição do pecado do homem.


A PAZ COM DEUS É RESTABELECIDA 


O homem não é capaz de sozinho se reconciliar com Deus. Não há qualquer mérito ou justiça própria que nos credencie a desfrutar da comunhão com nosso Criador. Dessa forma, a paz com Deus só pode ser restabelecida através da obra expiatória de Cristo na cruz.


Isso implica na verdade de que só é possível ter paz com Deus quando se está vestido de justiça pelos méritos de Cristo. Dessa forma, a Palavra de Deus nos ensina que foi o sacrifício de Cristo que trouxe a reconciliação dos redimidos com Deus.


O HOMEM NÃO MERECIA TER PAZ COM DEUS 


Já vimos que todos pecaram, e que ninguém poderia ser considerado justo por suas próprias obras perante Deus. A grande verdade é que Cristo morreu por ímpios (Rm 5:6), ou seja, não éramos pessoas dignas que mereciam um ato de compaixão. “Mas Deus prova o seu amor para conosco nisto: que Cristo morreu por nós, quando éramos ainda pecadores” (Rm 5:8).


Isso é o suficiente para entendermos que não merecíamos ter paz com Deus. Ninguém que é detestável merece ter qualquer tipo de benefício, e esse é exatamente o estado em que nos encontrávamos. Mas por sua infinita graça, através da morte de Cristo, Deus amou os detestáveis.


O QUE É TER PAZ COM DEUS?


Como já foi dito, ter paz com Deus é basicamente ter sido reconciliado com Ele por meio da obra de Cristo. Esse estado de reconciliação naturalmente nos conduz a uma condição de pleno contentamento, pois resulta na convicção inabalável de que tudo está bem, e na certeza de que, através de Cristo, nossa condição mudou de culpado para justo, de condenado para justificado, de merecedores do salário do pecado para recebedores do dom gratuito de Deus que é a vida eterna (Rm 6:23).


▪︎ É claro que essa paz tem origem no próprio Deus, e é uma bênção a qual Cristo concedeu aos redimidos quando removeu o abismo que os separava de Deus. Ter paz com Deus é saber que a ira dele não está mais sobre

VIDA

 Encontrar-se com a humildade

 

 Nas entrelinhas das conversas e da escrita é possível perceber que a preocupação com a vida tem aumentado significativamente. A percepção é de que todos querem dar um sentido à existência, no desejo de viver com significado. Gosto de perceber que a demanda existencial esteja na pauta diária. Afinal, nada é mais significativo do que simplesmente viver. A cada amanhecer desejamos acrescentar esperança aos passos e ânimo ao coração. É importante ter metas e objetivos, mas que estes não sejam apenas materiais. Vejo a vida, como a maioria das pessoas, num frequente exercício de altos e baixos, acertos e erros, vitórias e derrotas. Porém, em todas essas situações nunca somos perdedores. É possível conquistar muitos ganhos quando abraçamos as derrotas e as decepções e delas abstraímos profundos aprendizados. Subir e descer é uma realidade natural e até necessária no exercício da humildade. Acontece que, normalmente, atrelamentos ao material as maiores conquistas. Um dia, tomara que não demore muito, a vida não estará mais tão dependente das coisas materiais, para ser classificada como boa ou ótima. Estar bem consigo mesmo é superior a tudo, é uma vitória sem explicação. Porém, para poder erguer-se é preciso aceitar as quedas, compreender que faz parte da trajetória esse movimento de ter que se erguer, depois de uma inevitável caída. Não sei quem instituiu o sentimento de vergonha, quando das quedas e frustrações. Só experimenta a queda quem está em movimento tentando alcançar algo maior. Não devemos nos envergonhar dos nossos fracassos. Pelo contrário, devemos nos sentir plenamente humanos e abertos para o aprendizado, quando somos visitados por determinadas quedas e perdas. A humildade é a maior conquista humana. Um coração humilde sempre encontra razões para recomeçar e erguer-se novamente. Viver é abraçar os dias com seus altos e baixos e seguir em frente, sem desanimar.     


CADA

 JÓ E A FÉ NOSSA DE CADA DIA



Texto base: (Jó 1.1,8; 2.3)


Introdução 


Quando lemos a história de Jó nós deparamos com algo muito maior que uma questão de alguém bom passando por uma crise; nós nos deparamos com uma guerra cósmica. Nós nos deparamos com Satanás questionando o próprio Deus. A acusação feita por Satanás de que Jó ama a Deus só porque ele tem tudo e nada lhe falta é uma forma de ferir o caráter e integridade de Deus:


▪︎ "Porventura tu não cercaste de sebe, a ele, e a sua casa, e a tudo quanto tem? A obra de suas mãos abençoaste e o seu gado se tem aumentado na terra. Mas estende a tua mão, e toca-lhe em tudo quanto tem, e verás se não blasfema contra ti na tua face" (Jó 1:10-11 ACF)


Com isso Satanás, sem nenhum escrúpulo, ataca o caráter divino. Satanás está dizendo que o Senhor não é digno de ser amado em si mesmo, que as pessoas o seguem somente porque ganham algo com isso ou estão sendo “subornadas” para agir assim.


▪︎ Por isso, quando lemos o livro de Jó devemos entender que o livro não fala de sofrimento, mas de fé. É a história de um homem que foi escolhido por Deus para passar por uma experiência penosa e estarrecedora através da tribulação. Sua reação apresenta uma mensagem que se aplica não somente a pessoas em sofrimento, mas a toda pessoa que vive na terra. É a história de todos nós. É a nossa fidelidade colocada à prova, seja na tribulação ou na bonança. Pois fidelidade a Deus independe de termos algo ou não, de estarmos com saúde ou doente. Fidelidade a Deus é na verdade um casamento, onde fazemos um juramento ao nosso cônjuge no altar diante do juiz e das testemunhas. É servir a Deus pelo o que Ele é e não pelo o que Ele dá e faz. Essa é a mensagem de Jó.


▪︎ Quando lemos esses dois primeiros capítulos de Jó aprendemos algumas lições preciosas para as nossas vidas.


A PRIMEIRA LIÇÃO QUE APRENDO É QUE A FÉ NÃO É POR CONTRATO: FAÇA O BEM E SERÁ ABENÇOADO; FAÇA O MAL E SERÁ PUNIDO - (Jó 1.1-5,8, 2.3).


Quem dá testemunho de Jó é o próprio Deus diante dos santos anjos e de Satanás. O Senhor fala de Jó como um homem íntegro em sua fé. O Senhor o abençoava por ele ser um homem fiel, mas a fidelidade de Jó independia de ter ou não o que possuía e de ser ou não abençoado por Deus. Jó não havia feito um contrato com Deus: se me abençoar eu te sirvo, se não me abençoar eu lhe abandono. Jó não agia assim, embora muitas pessoas ajam assim com Deus nos dias hoje. 


1°) Em primeiro, lugar Jó era um homem que temia ao Senhor (Jó 1.1). Temer ao Senhor significa respeitá-lo por seu caráter, seus atos e suas palavras. Esse temor não é medo que faz o escravo encolher-se diante de seu senhor, mas sim a reverência amorosa de um filho diante do pai, um respeito que conduz à obediência. Temor é o amor posto em prática através da reverência. Jó temia a Deus por O amava.


2°) Em segundo lugar, Jó era um homem de caráter (Jó 1.1). O texto nos diz que Jó era um homem integro e reto. Isso não quer dizer que ele não tinha pecado, mas que procurava andar de forma a glorificar a Deus diante da sua família e da sociedade em que vivia. A palavra “íntegro” quer dizer completo, pleno, sem hipocrisia ou duplicidade. Como nos diz Tiago 1.7,8:


▪︎ "Não pense tal homem que receberá do Senhor alguma coisa. O homem de ânimo dobre é inconstante em todos os seus caminhos" (Tiago 1:7-8 ACF)


▪︎ Jó era um homem em quem se podia confiar. Nele não havia maldade, ele era um homem sincero. Etimologicamente, a palavra sincero vem de sincera, que é a junção de duas outras palavras do latim, “sine cera” e foi inicialmente utilizada pelos romanos. Isso porque os artesãos ao fabricarem vasos de barro, muitos se rachavam e para esconder tais defeitos, era usando para tal uma cera especial. “Sine cera” queria dizer “sem cera”, que era a qualidade esperada de um vaso perfeito, muito fino, que deixava ver através de suas paredes aquilo que guardava dentro de si. O vocábulo sincero evoluiu e passou a ter um significado muito elevado. Sincero, é aquele que é franco, leal, verdadeiro, que não oculta, que não usa disfarces, malícias ou dissimulações. Aquele que é sincero, como acontecia com o vaso, deixa ver através de suas palavras aquilo que está guardado em seu coração, sem nada temer nem ocultar. Jó era assim.


3°) Em terceiro lugar, Jó era rico, mas seu coração não estava na riqueza (Jó 1.3,21). Jesus já nos alertou que nós não podemos servir a dois senhores: “A Deus e as riquezas” ou “mamom” (Mt 6.24). A riqueza tem sido buscada muito hoje em muitas igrejas. As pessoas vão ao culto buscar uma bênção e não adorar a Deus. O lugar onde mamom tem sido mais adorado tem sido nas igrejas onde se prega o Evangelho da Prosperidade. Lá não existe mensagem de salvação, mas mensagem de enriquecimento, cura e libertação. As pessoas não saem com seus nomes escritos no Livro da Vida, mas com a certeza de que serão ricas e bem sucedidas nesta vida. Para estes pregadores a vida no provir não existe. Para eles o céu é aqui e agora.


▪︎ Jó temia a Deus independentemente de ser rico ou não.


4°) Em quarto lugar, Jó ensinava o temor ao Senhor aos seus filhos (Jó 1.5,6). Jó era exemplo fora e dentro de casa. Ele não era crente somente diante dos homens, mas também diante da sua família. Jó não era como Naamã que era herói na sociedade, mas dentro de casa todos sabiam que ele era leproso. A integridade de Jó era vista por seus familiares. Jó levantava altares dentro de seu lar. Ele intercedia pelos seus filhos e os fazia se voltar para Deus em todo tempo. Ele orava pelos filhos e com os filhos.


A SEGUNDA LIÇÃO QUE APRENDO É QUE NINGUÉM ESTÁ LIVRE DAS ADVERSIDADES E CALAMIDADES DA VIDA - (Jó 1.13-21; 2.4-7)


Jó, da noite para o dia perdeu todos os seus bens, todos os seus filhos e, algum tempo depois, a sua saúde. Jó ficou falido, desprovido da companhia dos filhos e por fim, ficou extremamente doente. E para piorar sua esposa desejou a sua morte e seus amigos o acusavam de pecado.


▪︎ Quando as calamidades e adversidades vêm sobre uma pessoa boa sempre surge àquela velha pergunta: “Por que coisas ruins acontecem com pessoas boas?”


1°) Em primeiro lugar, é bom deixar claro que a única pessoa boa que esteve nessa terra foi o Senhor Jesus e, mesmo assim, sofreu mais que todos nós juntos. Ele morreu pelos nossos pecados, levou sobre si as nossas culpas, se tornou maldito em nosso lugar para que hoje nós fôssemos benditos do Senhor. Como nos diz Isaías:


▪︎ "Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, e experimentado nos sofrimentos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum" (Isaías 53:3)


2°) Em segundo lugar, coisas ruins acontecem com todas as pessoas, independente de serem boas ou não. O mundo é um lugar extremamente perigoso, basta lermos o (Salmo 91) que veremos isso. Devido ao pecado, o homem mostrou a sua carranca maldosa e tem gerado o mal uns aos outros. Somos maus por natureza. Uns de forma mais intensa, outros menos, mas ninguém é bom, ninguém merece o Céu. Como disse o apóstolo Paulo: “Não há nenhum justo, nem um sequer; não há ninguém que entenda, ninguém que busque a Deus” (Romanos 3.10,11).


▪︎ O mundo é um lugar perigosíssimo para se viver. Veja os noticiários de quantos assaltos, balas perdidas, sequestros, mortes e torturas. Isso sem contar com os nossos governantes que nos roubam e os juízes que julgam por causas próprias.


3°) E em terceiro lugar, nós temos um terrível adversário que é o diabo. Este tem como único objetivo trazer destruição ao ser humano. Ele só sabe fazer três coisas: “matar, roubar e destruir”; não há nele bondade alguma. Ele é um ser totalmente destituído de luz. Totalmente destituído de graça, mas se mostra como portador de luz e graça. Quem lhe dá ouvidos acaba com a vida destruída e está caminhando a passos largos para o inferno.


▪︎ Ele é mentiroso desde o princípio, seduziu um terço dos anjos e enganou nossos primeiros pais e continua fazendo isso até hoje. Tentou o próprio Senhor Jesus no deserto, mas louvado seja o Senhor que o venceu, tanto no deserto quanto na cruz.


▪︎ Observe o texto que quem tocou em Jó foi Satanás e não o Senhor. Foi o diabo que colocou em dúvida a integridade de Jó e não o Senhor. 


A TERCEIRA LIÇÃO QUE APRENDO É QUE SATANÁS SÓ PODE NOS TOCAR COM A PERMISSÃO DIVINA - (Jó 1.12; 2.6)


▪︎ Nas palavras de Martinho Lutero, “Satanás é um cachorro na coleira de Deus”.


Por mais estranho que pareça, Deus permite que o diabo nos toque. Muitas vezes nós não sabemos por que o Senhor permite isso, mas para tudo a um propósito divino nisso. No caso de Jó era para mostrar para o próprio diabo que é possível sim servir a Deus em meio às adversidades e calamidades da vida. Mas a pergunta insiste: “Por que Deus permite que Satanás nos toque?” Nós não temos todas as respostas, mas podemos enumerar algumas.


1°) Deus permite que Satanás nos toque para o nosso crescimento espiritual. As adversidades provocadas por Satanás em nossas vidas servem como um purificador da nossa fé. Assim como o ouro precisa passar pelo fogo para tirar as impurezas do mesmo modo, o Senhor deixa o diabo nos tocar para purificar a nossa fé. Para termos uma fé sadia, bem firmada e não uma fé trôpega.


▪︎ Uma fé sadia é uma fé firmada em valores esternos e não em coisas passageiras. O apóstolo Paulo escrevendo aos Filipenses 4.10-13 diz assim:


▪︎ "Ora, muito me regozijei no Senhor por finalmente reviver a vossa lembrança de mim; pois já vos tínheis lembrado, mas não tínheis tido oportunidade. Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade. Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece" (Filipenses 4:10-13 ACF)


▪︎ A fé nos leva crescer e deixar a meninices espirituais. A fé madura nos faz aprender e por em prática o aprendizado. É essa fé que o Senhor quer de cada um de nós. 


2°) Deus permite que Satanás nos toque para não nos esquecermos que estamos em guerra. O Reverendo Hernandes Dias Lopes diz que a vida não é colônia de férias. Paulo escrevendo aos Efésios 6.10-18 nos diz que devemos estar revestidos de toda armadura de Deus para podermos ficar atentos contra as ciladas do diabo. Porque a qualquer momento pode vir o dia mal.


▪︎ O diabo arma ciladas. Esta palavra no grego é metodeia de onde vem a palavra método. Para cada pessoa, ele usa uma estratégia diferente. Ele ousa mudar os métodos.


▪︎ Por isso que o Senhor nos leva para o campo de batalha espiritual para nos treinar para vencermos o diabo e seus ardis. Para aprendermos a usar o escudo da fé, e entendermos que a vida espiritual está acima da nossa compreensão. Se há uma guerra aqui na terra, saiba que também há uma peleja também no céu.


▪︎ Em segunda Coríntios 2.11 Paulo nos diz: “para que Satanás não alcance vantagem sobre nós, pois não lhe ignoramos os desígnios”.


▪︎ Há dois erros que muitos cristãos cometem quando se trata de batalha espiritual. Um é superestimar Satanás, o outro é subestimar Satanás. Com o diabo não se brinca, mas não devemos temê-lo, pois ele já foi vencido na cruz do calvário por nosso Senhor Jesus Cristo. Veja o que Tiago 4.7 nos fala: 


▪︎ “Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós”.


*A nossa vitória está na nossa sujeição a Deus e não na nossa própria força.


3°) Deus permite que Satanás nos toque para firmar a nossa fé. Satanás insinuou que Jó só servia a Deus porque tinha tudo de bom e de melhor, que se tudo lhe fosse tirado ele blasfemaria diante de sua face (Jó 1.11). Essa mesma insinuação continua hoje. Para o diabo Jó amava mais o dinheiro que a Deus, mais a sua família que a Deus, mais a sua saúde que a Deus, mais a sua reputação que a Deus. E nós? Quem nós amamos mais? Não que Deus não saiba, mas nós precisamos saber quem nós amamos mais.


▪︎ Em que e em quem a nossa fé está firmada? Jesus nos deixou um sério alerta em Mateus 10.34-38:


▪︎ "Não cuideis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer paz, mas espada; Porque eu vim pôr em dissensão o homem contra seu pai, e a filha contra sua mãe, e a nora contra sua sogra; E assim os inimigos do homem serão os seus familiares. Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim. E quem não toma a sua cruz, e não segue após mim, não é digno de mim" (Mateus 10:34-38 ACF)


▪︎ A nossa fé está no Senhor e só a Ele devemos amar mais que todas as coisas.


4°) Deus permite que satanás nos toque porque Ele quer nos mostrar quem são os nossos verdadeiros amigos na hora da prova. Amigo não é aquele que concorda com a gente em tudo, mas é aquele que ousa discordar de nós também. Amigo é aquele que, por amor, nos aconselha, nos mostra onde estamos errando e está do nosso lado nos tempos bons e nos tempos maus.


▪︎ Amigos de Jó há muitos por aí. Gente que está ao nosso lado nos dias bons, mas nos dias maus são verdadeiros acusadores de pecados que não cometemos. É na adversidade que conhecemos os nossos verdadeiros amigos.


5°) Deus permite que Satanás nos toque porque Ele quer que o conheçamos não na teoria, mas na prática (Jó 42.5,6). Há muitas pessoas que foram criadas desde a infância na igreja, mas nunca tiveram uma experiência real com o Senhor. A vida cristã é mais que guardar a Lei do Senhor, é uma vida de intimidade com Deus.


▪︎ Em nossas igrejas hoje há muitas pessoas piedosas, mas que não conhece a Deus como Ele é. E é através de uma experiência muitas vezes amarga que descobrimos quem é o Senhor. 


▪︎ “Na teoria, eu sempre soube que Jesus é tudo que alguém precisa para seguir adiante. Mas ninguém sabe de verdade que Jesus é tudo do que a pessoa precisa até que Jesus seja a única coisa que lhe resta” - (Timothy Keller)


6°) Deus permite que Satanás nos toque por causa do pecado. Como dizem os neopentecostais: tem gente que dá legalidade ao diabo. Há muitas pessoas brincando com o pecado e depois sofrem as suas consequências. O Senhor permite que o diabo venha e toque porque tal pessoa está em desobediência.


▪︎ Não brinque com o pecado. Não brinque com as coisas de Deus. Não brinque com o sagrado. Não profane o templo do Espírito Santo que é você.


QUARTA LIÇÃO QUE APRENDO É QUE PODEMOS PASSAR POR VÁRIAS PROVAÇÕES, MAS SEM PECAR - (Jó 1.22; 2.10c)


O pecado é uma opção. Diante das provas da vida nós temos dois caminhos: o da fidelidade ou o da infidelidade a Deus. Em Apocalipse 16.8-11 nos diz que diante do sofrimento que está por vir os homens blasfemarão o nome do Senhor:


▪︎ "E o quarto anjo derramou a sua taça sobre o sol, e foi-lhe permitido que abrasasse os homens com fogo. E os homens foram abrasados com grandes calores, e blasfemaram o nome de Deus, que tem poder sobre estas pragas; e não se arrependeram para lhe darem glória. E o quinto anjo derramou a sua taça sobre o trono da besta, e o seu reino se fez tenebroso; e eles mordiam as suas línguas de dor. E por causa das suas dores, e por causa das suas chagas, blasfemaram do Deus do céu; e não se arrependeram das suas obras" (Apocalipse 16:8-11 ACF)


▪︎ Jó andou totalmente na contramão de tudo isso. Diante da dor e da calamidade ele não pecou, mas se arrependeu no pó e na cinza (Jó 42.6).


▪︎ Timothy Keller diz que às vezes, o objetivo do sofrimento é disciplinar e corrigir padrões errados (como no caso de Jonas, castigado pela tempestade); às vezes, seu objetivo é não é corrigir erros passados, mas prevenir erros futuros (como no caso de José vendido como escravo); outras vezes, o único propósito é nos levar a amar Deus com mais fervor simplesmente por quem Ele é, e, assim, encontrarmos paz e liberdade absolutas.


▪︎ Quando se tem essa maturidade espiritual nós não caímos na tentação do pecado. Podemos não entender o que está acontecendo, mas não nos deixamos levar pela situação. Por isso eu quero deixar três conselhos quando você estiver diante de uma situação como a de Jó ou semelhante a esta.


1°) Cale a boca - É isso mesmo, cale a sua boca. Pensar você até pode, mas não abra a sua boca para falar contra Deus. Isso é muito comum, mas não faça tal coisa. você pode minar a fé de alguém com essa atitude (Sl 73.13,14).


Uma vez eu fui a um velório de um senhor. A filha do falecido alisava o rosto do pai morto e dizia assim: “Que pecado Deus cometeu contigo!”. “Ele não podia ter feito isso”. Ao ver isso eu lhe disse que Deus não peca e que se Ele o levou é porque Ele tem toda autoridade sobre tudo. Ela podia até chorar pela perda do pai, mas não tinha o direito de pecar contra o Senhor.


2°) Busque ao Senhor em oração (Sl 73.16,17). Meu irmão, na hora da adversidade vá orar. Vá buscar a face do Senhor, pode ser que Ele lhe revele o porquê de tudo isso. Mas independentemente dele lhe revelar ou não, através da oração o Senhor acalma o nosso coração e ameniza a dor.


3°) Repreenda a voz do diabo em seu ouvido. O diabo é como o vírus do herpes que ataca quando a imunidade do corpo está baixa, da mesma forma o diabo é oportunista diante da nossa baixa imunidade espiritual. Por isso repreenda a sua voz tentando nos desestabilizar diante da crise.


▪︎ A voz do diabo na vida de Jó foi a sua mulher e os seus amigos, mas ele não se deixou levar por eles em momento algum. Por isso vigie e lute contra isso.


Conclusão 


O que Jó passou só nos mostra que a vida é muito dura e estamos sujeitos a tudo nesta vida. Quando lemos o livro de Jó devemos entender que o livro não fala de sofrimento, mas de fé. É a história de um homem que foi escolhido por Deus para passar por uma experiência penosa e estarrecedora através da tribulação. Sua reação apresenta uma mensagem que se aplica não somente a pessoas em sofrimento, mas a toda pessoa que vive na terra. É a história de todos nós. É a nossa fidelidade colocada à prova, seja na tribulação ou na bonança. Pois fidelidade a Deus independe de termos algo ou não, de estarmos com saúde ou doente. Fidelidade a Deus é na verdade um casamento, onde fazemos um juramento ao nosso cônjuge no altar diante do juiz e das testemunhas. É servir a Deus pelo o que Ele é e não pelo o que Ele dá e faz. Essa é a mensagem de Jó.


Pense nisso

SOFRIMENTO

 O SOFRIMENTO COMO UMA DAS MARCAS DA IGREJA VERDADEIRA

Ao final da época do Novo Testamento, todos os apóstolos estavam mortos. Segundo a tradição, Pedro foi crucificado de cabeça para baixo em Roma; Simão foi crucificado em Beirute; André foi preso a uma cruz, e dali pregou aos seus perseguidores, até morrer, em Patras; Filipe foi crucificado em Hierápolis; Paulo foi decapitado por Nero, em Roma; Bartolomeu foi esfolado vivo em Albanópolis; Tiago foi decapitado em Jerusalém; Tadeu foi morto em Beirute; Mateus sofreu martírio ao fio da espada na Etiópia; Matias foi primeiro apedrejado e depois decapitado na Etiópia; Tiago, o Menor, foi lançado de um pináculo do Templo em Jerusalém, e depois espancado, até morrer; João foi posto num caldeirão de óleo fervente, mas escapou da morte e foi deportado para Patmos; Tomé foi morto por lanceiros próximo a Madras; Marcos morreu em Alexandria depois de ser arrastado pelas ruas da cidade; Lucas foi enforcado numa oliveira, na Grécia; Barnabé foi apedrejado até a morte em Salônica.

Jesus ensinou que o sofrimento seria uma das marcas da igreja verdadeira (Mt 5.10-12; Lc 6.26; Jo 15.18,20; 16.33), e o que Jesus ensinou, os apóstolos não só ecoaram em seus escritos (2Co 11.23-27; Fp 1.29; 2Tm 3.12) como suportaram em seus ministérios. Os cristãos têm sofrido por causa de sua fé em países como China, Líbia, Irã, Nigéria e Coreia do Norte. Quanto menos concessões a Igreja fizer, mais perseguição e sofrimento cairão sobre ela. 

O nosso consolo é que o chamado para sofrer sempre é acompanhado pela promessa de graça simultânea. Como disse John Stott, “se Cristo raramente faz oferecimentos sem exigências, Ele também raramente faz exigências sem oferecimentos. Ele oferece sua força para capacitar-nos a satisfazer às suas exigências.” Não devemos, então, ser medrosos, mas fiéis. Não devemos olhar para o sofrimento, mas para Deus, que tudo tem sob controle.

PASTOR

 O Senhor é o seu Pastor? Quando você entrega a vida totalmente a Jesus e continua seguindo Jesus, você não tem apenas um Salvador. Você tem...